Momentos importantes no memorial de Charlie Kirk

Trump, Erika Kirk, autoridades e líderes conservadores destacaram a fé de Charlie Kirk e prometeram dar continuidade ao seu movimento.

Por Jacob Burg,Joseph Lord,Travis Gillmore,T.J. Muscaro e Ryan Morgan
23/09/2025 13:47 Atualizado: 23/09/2025 13:47
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times. 

PHOENIX — Dezenas de milhares de pessoas compareceram ao serviço memorial de Charlie Kirk no State Farm Stadium, em Glendale, Arizona, em 21 de setembro, que contou com discursos do presidente americano Donald Trump, do vice-presidente JD Vance, da viúva de Kirk, Erika Kirk, de membros do gabinete, de líderes conservadores e daqueles que conheciam e trabalhavam mais de perto com o comentarista conservador.

O evento aconteceu 11 dias depois que o pai de dois filhos, de 31 anos, foi morto por um atirador em um evento em uma universidade em Utah.

Kirk foi homenageado pelas vidas que tocou, seu compromisso com a fé cristã e sua paixão por debater política com qualquer pessoa disposta a participar. Os oradores também lembraram os anos de trabalho de Kirk dedicados à construção da Turning Point USA, uma organização reconhecida por ajudar os conservadores a se aproximarem dos jovens.

Aqui estão oito momentos importantes do evento em memória da vida e do legado de Kirk.

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Erika Kirk, viúva de Charlie Kirk, fala no evento Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk Memorial no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Viúva de Kirk perdoa suposto assassino

Erika Kirk citou as escrituras e enxugou as lágrimas dos olhos ao oferecer compaixão a Tyler Robinson, de 22 anos, o homem que as autoridades acusaram de assassinar seu marido.

“Na cruz, nosso Salvador disse: ‘Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem’”, disse ela, visivelmente contendo as lágrimas.

“Eu perdoo aquele jovem”, disse ela, visivelmente contendo as lágrimas.

“Eu o perdoo porque foi isso que Cristo fez e o que Charlie faria”.

Ela disse que seu marido era motivado por salvar os “meninos perdidos do Oeste”, uma referência aos meninos que nunca crescem em “Peter Pan”.

Ela os descreveu como “os jovens que sentem que não têm direção, propósito, fé e razão para viver”.

“Meu marido, Charlie, queria salvar jovens como aquele que tirou sua vida”, afirmou ela.

Ela implorou aos americanos que combatessem o ódio com amor, dizendo que responder com ódio nunca é uma resposta apropriada.

Liderar pelo exemplo é o que seu marido gostaria, disse ela, prometendo continuar sua missão de “orientar os jovens na direção certa”.

Erika Kirk lança desafios para homens e mulheres

Erika Kirk pediu para homens e mulheres priorizarem a fé e a família, destacando como ambos eram importantes para o marido dela.

Um casamento amoroso e solidário era uma marca registrada da vida de Kirk, disse ela, e ele queria que isso servisse de modelo para os outros.

“Para todos os homens assistindo ao redor do mundo, aceitem o desafio de Charlie e abracem a verdadeira masculinidade”, disse ela.

“Sejam fortes e corajosos por suas famílias. Amem suas esposas e liderem-nas. Amem seus filhos e protejam-nos. Sejam o chefe espiritual de seu lar, mas, por favor, sejam líderes que valham a pena seguir”.

Ela pediu às mulheres e esposas que liderassem suas famílias com dignidade e graça.

“Sejam virtuosas”, afirmou. “Somos as guardiãs, somos as incentivadoras, somos as preservadoras”.

Erika Kirk disse que uma esposa não é uma serva, funcionária ou escrava. “Ela é sua ajudante. Vocês não são rivais. Vocês são uma só carne, trabalhando juntos para a glória de Deus”, afirmou.

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O presidente Donald Trump chega para discursar no evento Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk Memorial (Construindo um Legado: Em Memória de Charlie Kirk) no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Trump: Kirk “viverá para sempre”

Durante seu discurso, Trump disse que Kirk “viverá para sempre” após seu assassinato.

“Nenhum de nós jamais esquecerá Charlie Kirk. E nem a história, agora”, disse o presidente.

Trump disse que a “voz de Kirk na Terra ecoará através das gerações, e seu nome viverá para sempre na crônica eterna dos maiores patriotas da América”.

Após seu assassinato, o comentarista político se tornou “eterno”, disse o presidente.

“Charlie é… maior hoje do que era há duas semanas”, disse Trump. “Ele é maior agora do que nunca, e ele é eterno”.

Trump disse que Kirk enfrentou ameaças de morte durante anos, mas nunca recuou, apesar de saber dos riscos.

Trump contou um lema que Kirk havia compartilhado com ele: “Nunca recue e nunca, jamais se renda”.

“Ele acreditava nisso com tanta força”, disse Trump. “E ele está certo. Ele está totalmente certo”.

Os últimos momentos de Kirk

Frank Turek, um dos mentores de Kirk, estava presente no último evento do comentarista conservador na Universidade do Vale de Utah em 10 de setembro, quando ele foi assassinado.

Ele lembrou o momento em que Kirk foi baleado no palco e as tentativas desesperadas da equipe de segurança para salvar a vida do cofundador da Turning Point USA nos momentos que se seguiram.

Turek, um autor e palestrante cristão, disse que a equipe de segurança fez tudo o que pôde para salvar Kirk. Eles o carregaram para um SUV para levá-lo ao hospital, enquanto Turek subia na parte de trás.

“Quero que saibam que fizemos tudo o que pudemos para salvar Charlie, mas Charlie já tinha partido”, disse ele.

“Ele estava olhando além de mim, diretamente para a eternidade e, se isso serve de algum consolo, soube mais tarde que Charlie não sentiu dor.

“Ele morreu instantaneamente, mas tivemos que tentar trazê-lo de volta”.

Erika Kirk lembrou de ter visto o corpo do marido em um hospital em Utah, notando um “sorriso tênue” em seus lábios.

“E isso me disse algo importante. Revelou-me uma grande misericórdia de Deus nessa tragédia”, disse ela.

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O vice-presidente JD Vance fala no evento Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk Memorial (Construindo um legado: em memória de Charlie Kirk) no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Oradores elogiam a fé de Kirk e o descrevem como “mártir”

Durante sua vida, Kirk era franco sobre sua fé cristã. Um vídeo em homenagem exibido no evento mostra um clipe de Kirk respondendo à pergunta: “Como você quer ser lembrado?”.

Kirk responde: “Quero ser lembrado pela coragem da minha fé; isso seria o mais importante. O mais importante é a minha fé”.

Sua fé foi um tema recorrente mencionado pelos oradores durante o serviço.

Trump elogiou o jovem de 31 anos como um “mártir da liberdade americana”.

“Naquele dia terrível, 10 de setembro de 2025, nosso maior evangelista da liberdade americana se tornou imortal”, disse Trump.

“Ele é agora um mártir da liberdade americana”, acrescentou o presidente, dizendo que Kirk “se reuniu com seu criador no céu”.

O vice-presidente JD Vance, que considerava Kirk um amigo próximo e aliado político, chamou Kirk de “herói dos Estados Unidos da América” e “mártir da fé cristã”.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que Kirk travou uma “guerra espiritual” por meio de sua organização.

“Com o tempo, ele percebeu, como muitos de nós, que essa não é uma guerra política. Não é nem mesmo uma guerra cultural.

É uma guerra espiritual: fé e família em primeiro lugar”, disse Hegseth.

O jornalista Tucker Carlson disse que a fé cristã de Kirk guiava sua mensagem principal.

“O principal sobre Charlie e sua mensagem… ele estava fazendo o que as pessoas no poder mais odeiam, que é pedir que elas se arrependam”, disse Carlson.

Kirk reconhecia, disse Carlson, que “a mudança começa — a única mudança que importa — quando nos arrependemos de nossos pecados. ”

“O reconhecimento de que o verdadeiro problema sou eu e o quanto estou perdido. E essa era a razão pela qual Charlie era destemido o tempo todo”, afirmou.

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Donald Trump Jr. fala no evento Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk Memorial (Construindo um Legado: Em Memória de Charlie Kirk) no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Trump Jr. relembra a bravura de Kirk

Donald Trump Jr. destacou a bravura de Kirk durante seu discurso memorial.

“Na Universidade do Estado de Michigan, cinco minutos antes de subirmos ao palco, a Polícia Estadual nos disse, e eu cito: ‘Não podemos mais garantir sua segurança’”, disse ele, acrescentando que ativistas políticos estavam protestando contra a aparição de Kirk.

“Foi difícil. Parecia um ótimo motivo para desistir e ir embora, mas foi uma das muitas vezes em que concordei com Charlie, que disse: ‘De jeito nenhum, vamos lá mesmo assim’”, disse Trump Jr.

Ele também lembrou um dos últimos eventos da campanha presidencial de 2024 na Universidade Estadual do Arizona. Alguém fez uma ameaça pra tentar impedi-los de subir ao palco, disse ele, mas eles “foram lá mesmo assim, sem medo”.

“Charlie liderou o caminho”, afirmou Trump Jr. “Sua mensagem era clara naquela época e continua clara agora. Não vamos recuar. Não vamos nos intimidar”.

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Pessoas participam do evento Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk Memorial no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Oradores descrevem os primeiros dias de Kirk com a TPUSA

Vários oradores também falaram sobre a juventude de Kirk e seus primeiros dias com a Turning Point USA (TPUSA).

Trump mencionou a carreira esportiva pouco conhecida de Kirk no ensino médio, durante a qual ele foi quarterback de futebol americano e capitão do time de basquete, e seu passado como Eagle Scout.

“Inspirado pela fé e seu amor pela liberdade, Charlie fez algo notável quando tinha apenas 18 anos, seguindo o conselho de um mentor… ele dedicou sua vida a converter jovens à causa conservadora”, disse Trump.

“Em 2012, dois dias depois de se formar no ensino médio e com apenas US$ 1.800 no bolso, esse jovem de Illinois, de quem ninguém jamais tinha ouvido falar, fundou uma organização cujas grandes ambições estavam refletidas em seu nome: Turning Point USA”.

Tyler Bowyer, diretor de operações da TPUSA, relembrou os primeiros dias da organização sem fins lucrativos que ajudou a fundar com Kirk.

Bowyer disse que Kirk estava motivado a fundar o grupo aos 21 anos para combater as tendências liberais crescentes na geração millennial — e, uma vez que começou, Bowyer disse que Kirk trabalhou sem parar para concretizar sua visão.

“Trabalhávamos 24 horas por dia, 7 dias por semana. … Entre mim e ele, éramos uma equipe que nunca parava”, disse Bowyer.

Ele disse que Kirk viajou “por todo o país como um louco” em busca de “todos os doadores possíveis” para ajudar a financiar o grupo.

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Pessoas seguram cartazes enquanto participam do evento Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk Memorial (Construindo um Legado: Em Memória de Charlie Kirk) no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Celebração e renascimento

A congregação se reuniu no estádio em Glendale, vinda de todo o país. Eles se vestiram de vermelho, azul e branco, como sugerido pelos organizadores, para homenagear o comentarista conservador assassinado. Aqueles que falaram com o Epoch Times vieram da Flórida, Colorado e Pensilvânia.

No entanto, eles estavam lá para celebrar a vida de Kirk, em vez de lamentar sua morte.

“Obviamente, estamos todos tristes com o que aconteceu com Charlie Kirk”, disse Hezekiah Rivers, de 15 anos, ao Epoch Times. “Mas o que virá depois disso?”.

Ele acrescentou: “Este é apenas o começo do que ele queria que acontecesse”.

Os participantes também pareciam concordar que era mais do que apenas uma celebração da vida de um homem. Eles disseram ao Epoch Times que o encontro era uma demonstração de união e renascimento.

“É o maior renascimento da nossa fé, da nossa família e do nosso país que eu vi em uma geração”, disse Chris Johnson, da Pensilvânia. “É incrível”.

Os participantes também expressaram uma sensação de esperança para o futuro e um apelo à ação para que todos saiam para suas comunidades e restabeleçam o diálogo pacífico entre si para a próxima geração e para o país.

A manutenção da fé também pareceu ser uma necessidade para o futuro.

“Espero que com certeza melhore”, disse Calvin Gate, de 18 anos, do Arizona, ao Epoch Times. “Deus transforma o negativo em positivo, e sei que o assassinato é definitivamente negativo. Sinto que Deus trará luz a isso e tirará algo bom disso”.