Kirk é lembrado por sua fé e coragem em cerimônia memorial com presença de dezenas de milhares de pessoas

A viúva de Kirk, Erika Kirk, disse durante seu elogio ao marido que perdoou o suposto assassino.

Por Joseph Lord,Ryan Morgan e T.J. Muscaro
23/09/2025 14:21 Atualizado: 23/09/2025 14:21
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times. 

PHOENIX — O comentarista político Charlie Kirk, fundador e líder da Turning Point USA, foi lembrado por sua fé e coragem em um serviço memorial que teve a presença de milhares de pessoas.

O serviço memorial, que durou o dia todo, aconteceu no State Farm Stadium, em Glendale, um subúrbio de Phoenix, e contou com música ao vivo, além de comentários sobre Kirk feitos por sua viúva, Erika Kirk, pelo presidente Donald Trump, por amigos e colegas da política, por autoridades do governo e outros.

O estádio — ampliado para 73.000 lugares — não conseguiu acomodar todos os participantes, como esperado, e uma área extra foi montada fora do estádio com antecedência.

O serviço memorial aconteceu depois que Kirk foi assassinado em 10 de setembro na Universidade do Vale de Utah, levando a uma caçada humana de 33 horas que resultou na captura do suspeito Tyler Robinson.

No total, 25 pessoas falaram durante o evento, com a fé e a coragem de Kirk aparecendo como um ponto de destaque para muitos.

Viúva de Kirk perdoa suspeito de assassinato

Erika Kirk, viúva de Kirk, disse durante seu discurso que perdoou o suspeito de assassinato no caso.

“Na cruz, nosso Salvador disse: ‘Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem’”, disse Erika Kirk, visivelmente contendo as lágrimas. “Aquele jovem — eu o perdoo”.

Ela disse que seu marido era motivado por salvar os “meninos perdidos do Oeste”, uma referência aos meninos que nunca crescem em “Peter Pan”.

Ela descreveu esses meninos como “os jovens que sentem que não têm direção, propósito, fé e razão para viver, os homens que desperdiçam suas vidas com distrações e os homens consumidos pelo ressentimento e pela raiva”.

“Charlie queria ajudá-los”, disse Erika Kirk. “Ele queria que eles tivessem um lar na Turning Point USA e, quando foi ao campus, ele queria mostrar a eles um caminho melhor.

“Meu marido, Charlie, queria salvar jovens como aquele que tirou sua vida”.

Erika Kirk também disse que, embora seu marido “tenha morrido muito cedo, ele também estava pronto para morrer”.

“Não havia nada que fosse muito difícil ou muito doloroso, nem nada que ele sentisse que simplesmente não queria fazer”, disse ela.

“Ele deixou este mundo sem arrependimentos.

Ele fez 100% do que podia todos os dias”.

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Erika Kirk, viúva de Charlie Kirk, fala no evento memorial “Construindo um Legado: Em Memória de Charlie Kirk” no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Oradores elogiam a fé de Kirk e o descrevem como “mártir”

Durante sua vida, Kirk foi franco sobre sua fé cristã, fundando a Turning Point Faith como um meio de alcançar os pastores americanos e outros líderes religiosos e envolvê-los na política.

Trump disse que Kirk se tornou um mártir após seu assassinato.

“Naquele dia terrível, 10 de setembro de 2025, nosso maior evangelista da liberdade americana se tornou imortal. Ele é agora um mártir da liberdade americana”, disse o presidente.

“Sei que falo por todos aqui hoje quando digo que nenhum de nós jamais esquecerá Charlie Kirk.

E nem a história, agora. Porque, embora Charlie tenha se reunido com seu criador no céu, sua voz na Terra ecoará através das gerações, e seu nome viverá para sempre na crônica eterna dos maiores patriotas dos Estados Unidos”.

Trump disse que a influência de Kirk só se fortaleceu após seu assassinato e que o comentarista político se tornou “eterno”.

“Charlie é… maior hoje do que era há duas semanas”, disse Trump. “Ele é maior agora do que nunca e é eterno”.

O vice-presidente JD Vance, que considerava Kirk um amigo próximo e aliado político, chamou Kirk de “um mártir da fé cristã”.

Donald Trump Jr., que descreveu Kirk como um “irmão mais novo” para ele, contou uma história sobre a coragem de Kirk.

Ele mencionou uma ocasião em que os dois estavam na Universidade Estadual de Michigan e estavam prestes a subir ao palco.

“A Polícia Estadual nos disse, e eu cito: ‘Não podemos mais garantir sua segurança’, porque os ativistas de esquerda… estavam enlouquecidos”, disse Trump Jr.

Ele disse que Kirk respondeu: “De jeito nenhum. Vamos subir no palco de qualquer maneira”.

Trump Jr. também contou um dos últimos eventos da campanha presidencial de 2024.

Durante um evento na Universidade Estadual do Arizona, alguém fez uma ameaça pra tentar impedi-los de subir no palco, mas eles “subiram mesmo assim, sem medo”, disse ele.

“Charlie liderou o caminho”, disse ele.

“Sua mensagem era clara naquela época e continua clara agora. Não vamos recuar. Não vamos nos intimidar”.

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Pessoas participam do evento memorial “Construindo um Legado: Em Memória de Charlie Kirk” no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Construindo a TPUSA do zero

Outros descreveram como Kirk construiu sua organização do zero após fundá-la em 2012.

Tyler Bowyer, diretor de operações da TPUSA, relembrou os primeiros dias da organização sem fins lucrativos, dizendo que Kirk fundou o grupo para combater as tendências liberais crescentes na geração millennial.

Bowyer disse que conheceu Kirk em 2014 e que os dois compartilhavam “uma visão do que deveria ser o movimento conservador”.

Ele descreveu Kirk como um “homem maduro de 21 anos”, que recebia correspondência em uma garagem separada da casa dos pais para garantir aos doadores que não era mais um garoto morando com os pais. Sua organização tinha seu próprio endereço: 217 1/2 Illinois St.

“Trabalhávamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, ele dizia a todos os nossos apoiadores.

Entre mim e ele, éramos uma equipe que nunca parava”, disse Bowyer, lembrando-se das vezes em que ficavam acordados até depois das 2 da manhã trabalhando.

Isso incluía “viajar por todo o país como um louco” para buscar “todos os doadores possíveis que aceitassem uma reunião” para que suas “ideias e soluções para o movimento conservador pudessem ajudar os jovens de uma vez por todas”.

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A deputada Anna Paulina Luna (R-Flórida) fala no evento memorial Building a Legacy: Remembering Charlie Kirk (Construindo um legado: lembrando Charlie Kirk) no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

Figuras políticas comemoram a vida de Kirk

Várias figuras políticas de destaque falaram no memorial, comemorando a vida e o impacto de Kirk.

A deputada Anna Paulina Luna (R-Flórida), que atuou como diretora de divulgação hispânica da Turning Point USA, disse que não estaria no Congresso sem Kirk.

“Não haveria a congressista Luna sem Charlie Kirk”, disse ela durante seu discurso.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que Kirk travou uma “guerra espiritual” por meio de sua organização.

“Com o tempo, ele percebeu, como muitos de nós, que essa não é uma guerra política. Não é nem mesmo uma guerra cultural. É uma guerra espiritual: fé e família em primeiro lugar”, disse Hegseth.

O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., elogiou o compromisso de Kirk com o diálogo aberto, que Kirk considerava a “única maneira de curar” o país, disse Kennedy.

A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, descreveu Kirk como “um guerreiro pela verdade e pela liberdade todos os dias”.

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A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, fala no evento memorial “Construindo um Legado: Em Memória de Charlie Kirk” no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, em 21 de setembro de 2025. (Madalina Kilroy/Epoch Times)

“Renascimento” da fé

Durante o evento, que contou com uma variedade de música cristã ao vivo, os participantes disseram ao Epoch Times que o assassinato de Kirk havia despertado “um renascimento” de sua fé.

A congregação reunida naquele estádio da NFL veio de todo o país. Aqueles que falaram com o Epoch Times vieram da Flórida, Colorado e Pensilvânia.

Eles disseram à publicação que o encontro foi uma demonstração de unidade e renascimento.

“É o maior renascimento da nossa fé, da nossa família e do nosso país que eu já vi em uma geração”, disse Chris Johnson, da Pensilvânia. “É incrível”.

Os palestrantes, desde a viúva de Kirk até o secretário de Estado Marco Rubio, repetiram o mesmo sentimento.

Outros participantes, incluindo Shirley Ross, residente da Flórida, e Lisa Clark, residente do Colorado, elogiaram o sentimento de união no evento.

“Esta atmosfera é elétrica”, disse Ross. “É elétrica. É emocionante. Você pode sentir o amor, você pode sentir a unidade”.

“Sou avó e vim pelos meus netos, pela cura e pela esperança no futuro deles”, disse Clark.

Jackson Richman e Jacob Burg contribuíram para esta reportagem.