Exército dos EUA realiza primeiras prisões em zona militar na fronteira com o México

O Exército dos EUA criou as zonas sob o memorando de 11 de abril de Trump, autorizando os militares a assumir o controle da terra.

Por Aldgra Fredly
09/06/2025 14:50 Atualizado: 09/06/2025 14:50
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

Três imigrantes ilegais foram detidos na semana passada após supostamente cruzarem a zona militar recém-criada ao longo da fronteira entre os EUA e o México, marcando as primeiras detenções na área, de acordo com um oficial do Exército.

Os indivíduos foram entregues à Patrulha de Fronteira após serem detidos por tropas dentro da Área de Defesa Nacional restrita no Novo México em 3 de junho, disse o porta-voz do Exército, major Geoffrey Carmichael, no domingo.

“Esta é a primeira vez que o pessoal do Departamento de Defesa registra uma detenção temporária dentro de qualquer uma das Áreas de Defesa Nacional”, disse Carmichael à Reuters.

O Epoch Times procurou mais informações do Departamento de Defesa e do Comando Norte dos EUA sobre as detenções, mas não obteve resposta até o momento da publicação.

O Exército dos EUA criou as zonas após o memorando de 11 de abril do presidente Donald Trump autorizando os militares a assumir o controle do território para conter a imigração ilegal e o tráfico de drogas na fronteira.

A zona militar inclui a Reserva Roosevelt, um corredor de 18 metros de largura que se estende ao longo da fronteira na Califórnia, Arizona e Novo México.

Em 1º de maio, o Comando Norte dos EUA anunciou a criação de uma segunda zona militar, chamada Área de Defesa Nacional do Texas, que se estende a leste da fronteira entre o Texas e o Novo México, em El Paso.

Em 6 de junho, a peruana Adely Vanessa De La Cruz-Alvarez, 21, tornou-se a primeira imigrante ilegal a ser julgada por entrar em propriedade militar restrita. Mas o tribunal acabou por considerá-la inocente.

De La Cruz-Alvarez foi inicialmente presa em maio após entrar nos Estados Unidos vinda do México, atravessando o leito do rio Rio Grande a pé, de acordo com documentos judiciais. Ela também foi condenada por entrada ilegal no país e pode ser deportada.

O governo Trump tem enfrentado desafios no julgamento de imigrantes ilegais acusados de invadir zonas militares. No mês passado, um juiz federal no Novo México rejeitou as acusações contra dezenas de indivíduos acusados de violar regulamentos de segurança ao invadir uma zona designada ao longo da fronteira entre os EUA e o México.

O juiz federal Gregory Wormuth decidiu que o governo federal não conseguiu provar que os imigrantes ilegais sabiam que estavam entrando em zonas militares restritas, embora o governo tenha argumentado que placas em inglês e espanhol foram colocadas para indicar que a área é uma zona militar e que qualquer entrada não autorizada é proibida.

A Procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito do Novo México começou a acusar imigrantes ilegais de violar as normas de segurança por cruzarem a zona militar restrita em 28 de abril, além das acusações de travessia ilegal da fronteira. A procuradoria disse em 6 de junho que 88 pessoas foram acusadas de violar as normas de segurança militar e entrar em propriedade militar durante a primeira semana de junho.

A Reuters contribuiu para esta reportagem.