Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O governo dos EUA deportará residentes permanentes legais acusados de ajudar ou colaborar com líderes da gangue haitiana Viv Ansanm, disse o secretário de Estado Marco Rubio em 21 de julho.
Viv Ansanm é uma coalizão de gangues criminosas que opera em Porto Príncipe, capital do Haiti. A coalizão foi designada como organização terrorista estrangeira pelos Estados Unidos em 2 de maio.
Em uma declaração, Rubio disse que o grupo tem alimentado a instabilidade no Haiti por meio da violência e de atividades criminosas e que permitir que residentes permanentes ligados ao grupo permaneçam nos Estados Unidos poderia ter “sérias consequências adversas para a política externa” do país.
“Os Estados Unidos não permitirão que indivíduos desfrutem dos benefícios do status legal em nosso país enquanto facilitam as ações de organizações violentas ou apoiam organizações terroristas criminosas”, afirmou Rubio.
De acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) pode agora prosseguir com a deportação de residentes permanentes que supostamente ajudaram ou cooperaram com líderes de gangues haitianos ligados a Viv Ansanm, de acordo com sua declaração.
Rubio não especificou quantas pessoas seriam alvo de deportação.
No mesmo dia do anúncio de Rubio, a Agência de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) anunciou que seus agentes prenderam Pierre Reginald Boulos, um cidadão haitiano com status de residente permanente legal nos Estados Unidos, por supostamente se envolver “em uma campanha de violência e apoio a gangues que contribuiu para a desestabilização do Haiti”.
Boulos não revelou seu envolvimento na formação de um partido político haitiano em seu pedido de residência permanente, nem divulgou o processo judicial em que o governo haitiano o encaminhou para julgamento por suposto uso indevido de empréstimos, de acordo com o ICE.
“O Departamento de Estado determinou que a presença ou as atividades de Boulos nos Estados Unidos teriam consequências potenciais graves para a política externa dos Estados Unidos, fornecendo uma base para a acusação de deportação”, acrescentou o comunicado do ICE.
A medida ocorre no momento em que o governo Trump busca encerrar as proteções legais temporárias para centenas de milhares de cidadãos haitianos nos Estados Unidos.
Em fevereiro, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, anunciou que seu gabinete tomaria medidas para encerrar o status de proteção temporária (TPS, na sigla em inglês) para cidadãos haitianos.
O TPS é uma designação que dá a indivíduos de países afetados por conflitos armados, desastres naturais ou outros eventos extraordinários a possibilidade de permanecer nos Estados Unidos.
O governo Biden havia prorrogado a designação do TPS para o Haiti até 3 de fevereiro de 2026, mas Noem tomou a iniciativa de encerrá-lo em 2 de setembro deste ano, ao determinar que as condições atuais no Haiti não justificavam mais a designação.
O juiz federal Brian Cogan bloqueou a medida em 1º de julho, determinando que Noem não tem “autoridade legal ou inerente” para revogar parcialmente a designação de TPS de um país. O DHS se opôs à decisão e disse que estava “trabalhando para determinar os próximos passos”.



