Comissão dos EUA inicia processo para proibir sete laboratórios chineses de certificar produtos eletrônicos nos EUA

A Comissão Federal de Comunicações disse que os sete laboratórios pertencem ou são controlados pelo regime comunista chinês.

Por Aldgra Fredly
09/09/2025 15:43 Atualizado: 09/09/2025 15:43
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

A Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) anunciou em 8 de setembro que iniciou um processo para revogar o credenciamento de sete laboratórios de testes sediados na China que certificam dispositivos eletrônicos para uso nos Estados Unidos.

A FCC determinou que os sete laboratórios de testes representam riscos à segurança nacional dos Estados Unidos, pois são de propriedade ou controlados pelo regime comunista chinês, de acordo com um comunicado da agência.

A agência também afirmou que não renovará o reconhecimento de outros quatro laboratórios chineses cuja acreditação expirou desde que a agência adotou novas regras em maio.

O presidente da FCC, Brendan Carr, disse que a medida representa um passo importante para restaurar a confiança no processo de autorização de equipamentos da agência e eliminar ameaças à segurança.

“O presidente [Donald] Trump está liderando a iniciativa de trazer de volta a capacidade industrial dos Estados Unidos e proteger as cadeias de abastecimento críticas de nações adversárias estrangeiras. A ação de hoje da FCC sobre os ‘laboratórios inadequados’ continuará a fazer exatamente isso”, disse Carr. “Governos adversários estrangeiros não devem possuir e controlar os laboratórios que testam os dispositivos que a FCC certifica como seguros para o mercado dos EUA”.

O processo segue a adoção de novas regras pela agência em maio, proibindo o que ela considera “laboratórios inadequados”, particularmente aqueles ligados ao regime chinês, de participar da supervisão do processo de autorização de equipamentos sem fio dos EUA.

Todos os dispositivos eletrônicos que emitem radiofrequências requerem autorização, o que envolve o uso de laboratórios de teste privados, organismos de certificação e organismos de acreditação para testar e certificar que os dispositivos estão em conformidade com as regras da FCC.

A FCC afirma que isso envolve dezenas de milhares de dispositivos todos os anos, incluindo dispositivos inteligentes, monitores de bebês, computadores, equipamentos de rede e outros.

As novas regras proíbem a participação de qualquer estabelecimento pertencente, controlado ou dirigido por uma entidade que represente um risco à segurança nacional.

Antes das novas regras, o reconhecimento para acreditação era concedido aos laboratórios exclusivamente com base em sua competência técnica, sem levar em consideração sua confiabilidade, afirmou a FCC.

“Vários laboratórios têm laços profundos com o Partido Comunista Chinês (PCCh)”, incluindo entidades com vínculos com empresas estatais chinesas e o Exército Popular de Libertação do PCCh, afirmou a FCC em um comunicado de 22 de maio.

Alguns dos laboratórios são eles próprios atores estatais chineses, afirmou a FCC.

“Esses laboratórios testaram milhares de dispositivos destinados ao mercado dos EUA nos últimos anos”, afirmou a agência.

Carr afirmou durante uma reunião em 22 de maio que cerca de 75% dos produtos eletrônicos são testados por laboratórios na China.

A Embaixada da China em Washington condenou a medida da FCC e acusou o governo dos EUA de “exagerar o conceito de segurança nacional”.

Catherine Yang e Reuters contribuíram para esta reportagem.