Charlie Kirk, comentarista conservador, assassinado aos 31 anos

Kirk estava falando em um campus universitário quando foi baleado no que o governador de Utah, Spencer Cox, chamou de "assassinato político".

Por Travis Gillmore, Emel Akan, Arjun Singh
11/09/2025 15:14 Atualizado: 11/09/2025 15:14
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

O comentarista conservador Charlie Kirk foi baleado e morto aos 31 anos enquanto discursava para uma multidão de estudantes na Universidade Utah Valley, em Orem, Utah, em 10 de setembro.

Um único tiro foi disparado contra Kirk por volta das 12h10, horário local, enquanto ele discursava na universidade como parte de sua turnê American Comeback.

Uma bala atingiu seu pescoço e ele foi imediatamente levado ao hospital por sua equipe de segurança. Horas depois, foi anunciado que ele havia falecido, deixando sua esposa, Erika Kirk, e dois filhos.

Fundador da Turning Point USA, Kirk era conhecido por seu estilo inflamado de defesa política conservadora, que mobilizou jovens eleitores em todo o país nas últimas eleições.

Charles James Kirk nasceu em 14 de outubro de 1993, em Arlington Heights, Illinois.

Criado por uma mãe especializada em aconselhamento em saúde mental e um pai arquiteto, Kirk se destacou nos estudos desde criança.

Ele alcançou o posto de Eagle Scout, o mais alto nível entre os escoteiros dos Estados Unidos, demonstrando habilidades de liderança que mais tarde o levariam à arena política.

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(Ilustração por Epoch Times, Google Earth)

A primeira incursão de Kirk na política foi como voluntário em uma campanha para o Senado enquanto cursava o ensino médio. Mais tarde, ele ganhou destaque na mídia após protestar contra o que descreveu como um viés progressista nos livros didáticos escolares.

Kirk frequentemente viajava para faculdades para conversar com estudantes, muitas vezes montando mesas com o tema “prove que estou errado” para debater com os participantes.

Ele era um aliado próximo do governo Trump, visitando regularmente a Casa Branca e promovendo suas iniciativas na rede social e em aparições na mídia. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, recentemente o entrevistou para o primeiro episódio do novo podcast do governador.

O presidente Donald Trump, em uma postagem no Truth Social, chamou Kirk de “lendário” e ordenou que as bandeiras dos Estados Unidos em todo o país fossem hasteadas a meio mastro em sua homenagem.

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A bandeira dos EUA é hasteada a meio mastro após o assassinato do ativista político Charlie Kirk em Utah, em Washington, em 10 de setembro de 2025. (Kent Nishimura/Getty Images)

Pouco depois do incidente, um homem mais velho foi preso, mas as autoridades o liberaram após interrogatório.

Mais tarde, às 18h21 (horário da costa leste dos EUA), o diretor do FBI, Kash Patel, anunciou que o suspeito do tiroteio estava sob custódia. No entanto, várias horas depois, Patel declarou que essa pessoa também foi liberada após interrogatório.

“Nossa investigação continua e continuaremos divulgando informações em nome da transparência”, escreveu Patel no X às 19h59 (horário da costa leste dos EUA).

Em uma coletiva de imprensa, o governador de Utah, Spencer Cox, descreveu o incidente como um “assassinato político”.

Um policial disse aos repórteres que o tiro veio de um prédio no campus, possivelmente do terceiro andar ou do telhado, indicando um tiro de longa distância.

As informações disponíveis sobre o suspeito foram obtidas das imagens das câmeras de segurança do campus, que são de circuito fechado de TV. Embora as imagens ainda estejam sendo analisadas, as autoridades afirmaram que o suspeito estava vestido com roupas escuras e que não havia informações que levassem a acreditar que uma segunda pessoa estivesse envolvida.

“Estamos procurando ativamente por qualquer pessoa que tenha qualquer informação relacionada ao atirador”, disse Cox.

“A investigação está em andamento, mas quero deixar bem claro agora para quem quer que tenha feito isso: nós vamos encontrá-lo, vamos julgá-lo e vamos responsabilizá-lo com todo o rigor da lei”.

Cox observou que Utah ainda tem a pena de morte.

Kirk havia se tornado um dos ativistas políticos mais proeminentes do mundo, conhecido por sua defesa da liberdade de expressão. Em 2019, ele fundou a Turning Point Action, que rapidamente emergiu como a principal organização conservadora de base do país. O grupo energizou os eleitores, particularmente os jovens e estudantes conservadores.

De acordo com sua declaração de missão, a Turning Point Action busca “fortalecer a base conservadora por meio do ativismo de base e fornecer aos eleitores os recursos necessários para eleger verdadeiros líderes conservadores”.

Em apenas alguns anos, a organização tornou-se uma força poderosa no movimento conservador, organizando comícios em todo o país em apoio a candidatos, incluindo Trump e o governador da Flórida, Ron DeSantis.

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O comentarista conservador Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA, fala durante uma reunião no campus da Universidade do Arizona, em Tucson, em 17 de outubro de 2024. (Olivier Touron/AFP via Getty Images)

Homenagens chegam

Dezenas de líderes nacionais e internacionais prestaram homenagens à vida de Kirk.

“Ninguém entendia ou tinha o coração da juventude nos Estados Unidos da América melhor do que Charlie”, escreveu Trump no Truth Social.

“Ele era amado e admirado por todos, especialmente por mim, e agora não está mais entre nós. [A primeira-dama] Melania [Trump] e eu expressamos nossas condolências à sua bela esposa Erika e à sua família. Charlie, nós o amamos!”.

O vice-presidente JD Vance escreveu no X: “Conceda-lhe o descanso eterno, ó Senhor”.

O presidente da Câmara, Mike Johnson (R-La.), disse aos repórteres no Capitólio: “O que aconteceu é detestável. A violência política tornou-se muito comum na sociedade americana, e isso não é quem nós somos. Isso viola os princípios fundamentais do nosso país, nossa herança judaico-cristã, nossa sociedade civil, nosso modo de vida americano, e deve parar”.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu postou no X: “Rezando por @charliekirk11”, usando o nome de usuário de Kirk no X. Kirk era um usuário ativo da rede social.

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Agentes da lei trabalham na Universidade de Utah Valley, onde o comentarista conservador Charlie Kirk foi baleado durante um evento, em Orem, Utah, em 10 de setembro de 2025. (Jim Urquhart/Reuters)

O ex-presidente Barack Obama escreveu no X: “Ainda não sabemos o que motivou a pessoa que atirou e matou Charlie Kirk, mas esse tipo de violência desprezível não tem lugar em nossa democracia”.

“Michelle e eu estaremos rezando pela família de Charlie esta noite, especialmente por sua esposa Erika e seus dois filhos pequenos”, escreveu ele, referindo-se à sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Obama.

O ex-presidente Joe Biden também reagiu à notícia, escrevendo no X: “Não há lugar em nosso país para esse tipo de violência. Isso deve acabar agora.

A [ex-primeira-dama] Jill [Biden] e eu estamos rezando pela família e pelos entes queridos de Charlie Kirk.

A Turning Point USA também divulgou uma declaração.

“É com o coração pesado que confirmamos que Charles James Kirk foi assassinado a tiros”, diz a declaração.

“Que ele seja recebido nos braços misericordiosos de nosso amoroso Salvador, que sofreu e morreu por Charlie”.

A Turning Point USA pediu que as pessoas mantenham a família de Kirk e seus entes queridos em suas orações e respeitem sua privacidade e dignidade.

T.J. Muscaro contribuiu para esta reportagem.