Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O presidente Joe Biden anunciou em 12 de dezembro que estava perdoando 39 pessoas e comutando as sentenças de quase 1.500 outras, no maior ato de clemência em um único dia da história.
Os indultos vão para indivíduos que foram condenados por crimes não violentos, como delitos de drogas, disse a Casa Branca. Aqueles que estão tendo as suas penas comutadas foram colocados em prisão domiciliar durante a pandemia da COVID-19 e “reintegraram-se com sucesso nas suas famílias e comunidades”, de acordo com a Casa Branca.
“A América foi construída com base na promessa de possibilidades e segundas chances”, disse Biden em um comunicado. “Como presidente, tenho o grande privilégio de estender a misericórdia às pessoas que demonstraram remorso e reabilitação, restaurando a oportunidade para os americanos participarem na vida quotidiana e contribuírem para as suas comunidades, e tomar medidas para eliminar as disparidades nas sentenças para infratores não violentos, especialmente aqueles condenados por crimes relacionados a drogas”.
Autoridades mais tarde publicaram os nomes das pessoas que receberam o perdão.
Entre os beneficiados estão uma enfermeira que ajudou a liderar os esforços de vacinação contra a COVID-19, um conselheiro de dependência química que se voluntaria para ajudar jovens e um veterano militar que auxilia membros fragilizados de sua igreja.
Biden tomou a decisão após conceder perdão ao seu filho, Hunter Biden, condenado por posse ilegal de uma arma de fogo e que se declarou culpado por não pagar impostos intencionalmente.
Biden deixará o cargo em 20 de janeiro de 2025, após desistir de concorrer à reeleição. O presidente eleito Donald Trump derrotou a vice-presidente Kamala Harris na eleição de novembro.
Neste ponto de sua presidência, Biden já comutou mais sentenças do que seus predecessores recentes, incluindo Trump. Ele também concedeu perdões categóricos a pessoas condenadas por uso ou posse de maconha e a ex-militares condenados por sodomia consensual.
A Casa Branca afirmou que, antes de deixar o cargo, Biden “dará passos adicionais para oferecer segundas chances significativas e continuará a revisar novos perdões e comutações”. Acrescentou ainda que “há mais por vir”.
Os legisladores ainda não haviam reagido aos novos perdões e comutações no momento da publicação.
Biden recebeu críticas por perdoar seu filho, especialmente porque os jurados deram um veredicto em um dos casos.
A Casa Branca defendeu a decisão, que ocorreu após o presidente e a Casa Branca afirmarem que um perdão para Hunter Biden não aconteceria.
Relatos indicam que Biden também estaria considerando conceder pré-perdões a certas pessoas que uma segunda administração Trump possa investigar. O ex-presidente Bill Clinton afirmou nesta semana que espera que Biden não emita esses pré-perdões.
Trump, em seu primeiro mandato, concedeu clemência a centenas de pessoas, incluindo o cineasta Dinesh D’Souza, o ex-funcionário de campanha Paul Manafort e o ex-xerife do Condado de Maricopa, no Arizona, Joe Arpaio. O presidente eleito reiterou este mês que planeja perdoar várias pessoas acusadas em relação à invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021.



