Na terça-feira (11), usuários do Google perceberam que o calendário da empresa nos Estados Unidos deixou de listar automaticamente datas como o Mês da História Negra, o Mês do Orgulho LGBT, o Dia da Lembrança do Holocausto e o Mês da História das Mulheres.
Agora, essas datas devem ser inseridas manualmente pelos usuários, gerando debates nas redes sociais e na mídia.
O Google explicou que a mudança, implementada em 2024, foi motivada pela dificuldade de “manter centenas de eventos de forma manual e consistente globalmente”.
A empresa, em comunicado à Associated Press, afirmou que, apesar da mudança, os usuários ainda podem adicionar esses eventos em seus calendários pessoais.
Esse movimento ocorre em um contexto mais amplo de reavaliação das políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) por grandes corporações.
De acordo com a empresa, a medida visa facilitar a gestão de eventos em escala global, oferecendo aos usuários a flexibilidade de personalizar seus calendários conforme suas necessidades e preferências individuais.
Essa mudança segue uma tendência observada em outras grandes empresas de tecnologia, como Apple e Microsoft, que também estão adaptando suas plataformas ao atual cenário político e regulatório.
Desde meados de 2024, essas empresas começaram a implementar ajustes semelhantes, especialmente diante da crescente expectativa de uma vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA.



