Faixas de protesto denunciando o PCCh aparecem em bairro nobre de Pequim

Um manifestante anônimo pendurou faixas denunciando o PCCh como "um culto anti-humano", ecoando a manifestação de 2022 de Peng Lifa.

Por Michael Zhuang
27/10/2025 14:58 Atualizado: 27/10/2025 14:58
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

Um raro ato de dissidência pública foi visto no sofisticado subdistrito de Sanlitun, na capital chinesa, Pequim, em 25 de outubro, logo após o Partido Comunista Chinês (PCCh) encerrar seu Quarto Plenário do 20º Comitê Central.

Fotos que circularam no X mostraram duas faixas de protesto penduradas no distrito de Sanlitun, denunciando o PCCh como um “culto anti-humano”.

As faixas apareceram logo após o encerramento da reunião de alto nível do PCCh, realizada sob forte segurança e rígido controle de informações.

Uma faixa dizia: “A essência do Partido Comunista é um culto contra a natureza humana e contra a humanidade que trará desastres sem fim para a China”. A outra clamava por liberdades políticas, afirmando: “Acabem com a proibição do Partido. Liberdade de associação, livre concorrência e livre escolha. Construam uma nova China baseada na liberdade, na humanidade e no Estado de Direito”.

Nas fotografias, era possível ver uma pessoa segurando um alto-falante e falando com os transeuntes, embora não fosse claro o que estava sendo dito. Imagens subsequentes postadas pelo escritor chinês Li Ying, radicado na Itália, mostravam seguranças removendo as faixas logo após seu aparecimento.

A conta de Li no X é conhecida por postar imagens e vídeos compartilhados por seus seguidores na China, onde o PCCh impõe restrições rígidas e censura às plataformas online.

Na rede social chinesa, essas imagens são imediatamente removidas pelos censores do Estado chinês.

O incidente lembra o protesto de 2022 em Pequim por Peng Lifa, que estendeu faixas em uma passarela de pedestres pedindo democracia e se opondo ao governo de Xi Jinping antes do 20º Congresso do PCCh. Esse ato inspirou uma onda de protestos menores e dispersos em toda a China e se tornou um símbolo de resistência contra a repressão política sob o PCCh.

Após o protesto de 2022, o PCCh imediatamente recrutou e destacou “guardas de segurança de pontes” em Pequim para monitorar as passarelas de pedestres e garantir que ninguém realizasse atos de protesto semelhantes.

As faixas de Sanlitun rapidamente chamaram a atenção na rede social entre os internautas chineses no exterior, que elogiaram a coragem do manifestante anônimo e descreveram o ato como uma continuação dos apelos anteriores por liberdade e reforma. Muitos viram isso como um sinal de que, apesar de anos de controle cada vez mais rígido, a raiva pública contra o regime comunista continua viva.

Um internauta postou: “Embora a China tenha sido devastada pelos comunistas por muito tempo, alguns ainda não perderam sua coragem e esperança. Com atos heróicos intermináveis [como este], eles inspiraram centenas de milhões de pessoas a se levantarem contra a ditadura!”

O regime chinês não comentou publicamente o incidente, e não está claro se alguém foi detido em conexão com o protesto.

O Epoch Times continuará acompanhando os desdobramentos relacionados ao caso.