Ex-autoridade de Nova Iorque promete eliminar influência do PCCh se eleita governadora

‘Posso dizer que a ameaça do comunismo não está só na China. Está aqui nos Estados Unidos’, diz Betsy McCaughey.

Por Frank Fang
15/08/2025 18:50 Atualizado: 15/08/2025 18:50
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

Betsy McCaughey, que foi vice-governadora de Nova Iorque no governo de George Pataki, disse que pode tentar concorrer ao governo durante um evento recente no bairro de Flushing, no Queens, que abriga a maior comunidade chinesa da cidade de Nova Iorque.

“Posso dizer que estou considerando me candidatar a governadora do estado de Nova Iorque e, quando isso acontecer, o PCCh estará fora deste estado! Ponto final. Expulso! Não toleraremos isso”, disse McCaughey em um breve discurso em 10 de agosto, usando a sigla do Partido Comunista Chinês.

Posso dizer que a ameaça do comunismo não está só na China. Está aqui mesmo na América.

McCaughey foi uma das várias palestrantes em um comício organizado pelo Centro de Serviços Globais para a Renúncia ao Partido Comunista Chinês, uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova Iorque. O evento comemorou a ocasião em que mais de 450 milhões de chineses renunciaram aos seus laços com o Partido Comunista Chinês (PCCh) e suas organizações afiliadas.

O centro foi formado como resultado do movimento global “Tuidang” ou “Abandone o PCCh”, que foi inspirado pela série editorial de 2004 do Epoch Times, “9 Comentários sobre o Partido Comunista”. A publicação contém vários tópicos considerados tabu na China, incluindo a história do PCCh e seus crimes contra o povo chinês.

Na cidade de Nova Iorque, o centro conta com diversos estandes que auxiliam os chineses a se retirarem do Partido Comunista Chinês. Os estandes são administrados por voluntários, todos praticantes do Falun Gong, também conhecido como Falun Dafa, uma disciplina espiritual baseada nos princípios da verdade, compaixão e tolerância.

Os praticantes do Falun Gong têm sido alvo de perseguição brutal pelo PCCh desde julho de 1999. Desde então, milhões de pessoas foram detidas em prisões, campos de trabalho e outras instalações, com centenas de milhares torturadas enquanto encarceradas e um número incontável de pessoas perseguidas até a morte, de acordo com o Centro de Informações do Falun Dafa.

Em abril, um homem atacou o estande do centro perto da estação de metrô Main Street, em Flushing. O incidente ocorreu após uma série de ameaças que o centro havia recebido, incluindo ataques a bomba e tiroteios, tendo como alvo principal praticantes e apoiadores do Falun Gong.

No comício de 10 de agosto, McCaughey reiterou seu compromisso de impedir a infiltração do PCCh em uma entrevista à NTD, o meio de comunicação irmão do The Epoch Times.

“A penetração do PCCh — seus métodos ilegais, secretos e violentos dentro dos Estados Unidos — deve ser interrompida. Eles intimidam, ferem e ameaçam os chineses que deixaram o Partido; isso precisa acabar”, disse ela.

McCaughey, um republicano, é o fundador e presidente da Reduce Infection Deaths e cofundador da SaveNYC.

Durante seu discurso, McCaughey chamou o movimento Tuidang de “inspirador”.

“Isso mostra que o espírito humano jamais pode ser conquistado. Prova que a verdade, uma vez dita, permanece para sempre”, disse ela.

“Não se trata de política. Trata-se de humanidade. É profundo em nós, humanos, o desejo de liberdade. Trata-se do direito de viver com dignidade, de acreditar no que escolhemos sem medo.”

Ela elogiou o povo chinês por sua coragem em renunciar ao PCCh, enfatizando que os Estados Unidos e a comunidade internacional os apoiam.

“Juntos, podemos construir um futuro onde a verdade não seja censurada, onde a fé não seja punida e onde os horrores do comunismo nunca se repitam”, acrescentou.

Michael Pastine discursa em evento realizado pelo Centro de Serviços Globais para a Renúncia ao PCCh, no Queens, Nova Iorque, em 10 de agosto de 2025 (Huang Xiaotang/The Epoch Times)

Outro palestrante no evento foi Michael Pastine, vice-presidente assistente e diretor de informação dos Serviços de Tecnologia da Informação da Universidade Estadual de Nova Iorque em Old Westbury.

Pastine criticou o controle do PCCh sobre a informação, incluindo a censura da internet e a reescrita da história, como ferramentas para controlar as mentes do povo chinês.

Ele aplaudiu aqueles que escolheram renunciar ao PCCh.

“Cada um deles rompeu o muro de mentiras. Cada um é um desertor digital e espiritual — afastando-se de um sistema que valoriza o poder sobre as pessoas e o controle sobre a consciência”, disse ele.

Pastine também aplaudiu os milhões de pessoas do mundo todo que assinaram a petição do centro “Acabe com o PCCh”.

“Estas não são apenas assinaturas. São vozes. São pontos de dados em um movimento moral que a tecnologia não pode suprimir”, disse ele.

“Enquanto as pessoas escolherem a verdade, nenhum algoritmo, nenhum sistema de vigilância e nenhuma ditadura poderão vencer.”