O Ministério da Fazenda revisou suas previsões para o crescimento da economia brasileira em 2025.
A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi ajustada de 2,5% para 2,3%, enquanto a projeção para a inflação aumentou de 3,6% para 4,8%.
O ajuste demonstra a expectativa de uma desaceleração econômica devido ao aumento das taxas de juros.
Em janeiro, o Banco Central elevou a taxa Selic para 13,25% e já indicou que pode aumentar mais, chegando a 14,25% em março.
Essa medida tem como objetivo controlar a inflação, que está acima da meta de 3%.
Mesmo com esse cenário, o governo se mantém mais otimista do que o mercado, que projeta um crescimento do PIB de 2,03% e uma inflação de 5,58% para o ano.
Para 2025, o governo espera que setores como agricultura e mineração continuem a crescer, ajudando nas exportações.
No entanto, a expectativa é de uma desaceleração no consumo e nos investimentos, impactados pela política de juros mais altos.
Quanto às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos sobre produtos como ferro, aço e alumínio, o impacto para as exportações brasileiras deve ser limitado, já que esses produtos representam apenas 1,9% do total exportado pelo Brasil.
Em relação à inflação, o governo projeta uma certa estabilidade, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em níveis próximos aos de 2024, quando a inflação ultrapassou a meta estabelecida.



