Em 2024, mais de 2 mil trabalhadores foram libertados de condições análogas à escravidão no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (28). Ao todo, 2.004 pessoas foram resgatadas em 1.035 ações fiscais realizadas por auditores do trabalho em diversas regiões do país.
Durante essas operações, foram identificados 5.741 trabalhadores em situações que não se limitam ao trabalho escravo, mas que envolvem condições de exploração.
As ações garantiram também a liberação de R$ 7,06 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias para as vítimas. Os setores com maior número de resgates foram a construção civil, o cultivo de café, cebola e horticultura.
As maiores quantidades de trabalhadores resgatados ocorreram nos estados de Minas Gerais (500), São Paulo (467), Bahia (198) e Goiás (155). O destaque é para a região Sudeste, onde o número de ações fiscais foi maior, especialmente em São Paulo (191 ações) e Minas Gerais (136 ações).
“Esses dados revelam um crescimento significativo no número de trabalhadores resgatados em áreas urbanas, que representaram 30% do total de trabalhadores em condições análogas à escravidão identificados em 2024”, calculou o ministério.
A pasta também realizou 22 ações para fiscalizar o trabalho doméstico, resultando na liberação de 19 pessoas.
Essas operações de fiscalização foram realizadas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, com apoio de diversas instituições, como o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Rodoviária Federal.
Após o resgate, as vítimas recebem apoio da rede de acolhimento, que inclui políticas de reintegração social e profissional.
Desde o início das ações, em 1995, mais de 65 mil pessoas foram resgatadas em aproximadamente 8.400 operações fiscais.
Além do resgate imediato, as vítimas têm direito ao seguro-desemprego e à compensação de seus direitos trabalhistas, com mais de R$ 155 milhões pagos desde a criação do programa, em 2003.



