Na tarde de terça-feira (28), a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo prendeu Lin Xianbin, de 52 anos, membro do Grupo Bitong — ramificação da máfia chinesa que atua com extorsões e homicídios contra comerciantes asiáticos na região central da capital paulista.
Condenado a 18 anos de prisão por extorsão mediante sequestro e associação criminosa, o mafioso estava foragido desde 2023. Ele havia deixado a Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva, em Itaí, no interior paulista, para uma saída temporária de Natal, mas não retornou.
Natural da província de Fujian, na China, Xianbin foi localizado e identificado por meio do sistema de câmeras do programa SmartSampa, instalado na cidade para monitoramento e segurança.
Ao ser reconhecido pelo monitoramento, ele foi abordado pela GCM enquanto caminhava pelo centro da cidade. Após o enquadro, o membro da máfia chinesa foi preso e conduzido ao 8.º Distrito Policial, no Brás, onde permanece à disposição das autoridades.
Histórico e atuação
O Bitong é responsável por uma série de crimes envolvendo extorsão de comerciantes chineses — em sua maioria, naturais de Fujian. Os membros do grupo obrigam os empresários a pagar “taxas de proteção” para continuar suas atividades comerciais.
Aqueles que se recusam a pagar as exigências do grupo são assassinados.
O caso de Xianbin se relaciona a um histórico de violência que já resultou na morte de diversas vítimas, como os comerciantes chineses Zhenhui Lin e Chengfeng Lin, assassinados em 2015 e 2016, respectivamente, por ordem do líder da quadrilha.
Liderança e investigações
Considerado o chefe do grupo, Liu Bitong estava foragido desde 2017 e foi preso pela Polícia Federal em dezembro de 2024, na cidade de Pacaraima, em Roraima, após passar pelo menos três anos escondido na Venezuela.
A operação policial desmantelou parte da organização criminosa. Apesar disso, membros como Xianbin continuavam foragidos e outros seguem sendo procurados. Embora a prisão de Bitong tenha sido um marco no enfraquecimento do grupo, a investigação segue em andamento.
Uma audiência para julgar o assassinato do empresário Chengfeng, de 31 anos, está marcada para maio.
Matadores acumulam penas que chegam a 140 anos de prisão, como Bo Lin, um dos membros mais violentos da máfia, que está prestes a adquirir novas condenações.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo continuam investigando o Bitong.



