A economia brasileira apresentou uma retração de 0,7% em dezembro de 2024, conforme dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgados na segunda-feira (17). Apesar da queda no último mês do ano, o indicador registrou um crescimento de 3,8% no acumulado dos últimos 12 meses.
O IBC-Br é utilizado como um indicador preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) e acompanha mensalmente o desempenho dos setores agropecuário, industrial e de serviços.
Embora seja um referencial para a atividade econômica, o índice nem sempre reflete com precisão o resultado do PIB oficial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desempenho ao longo de 2024
O desempenho econômico variou ao longo do ano, mas permaneceu positivo. Em novembro, o índice cresceu 0,1% em relação a outubro. No último trimestre de 2024, manteve estabilidade, com variação de 0%.
No período de julho a setembro, o PIB oficial teve um crescimento de 0,9% em relação ao segundo trimestre do ano. Segundo o IBGE, o avanço foi impulsionado pelos setores de serviços e indústria.
A previsão do Ministério da Fazenda para o PIB de 2024 é de 3,5%, enquanto o ministro Fernando Haddad indicou uma projeção de 3,6%. O resultado oficial será divulgado no dia 7 de março.
Influência da taxa de juros
A taxa Selic elevada, atualmente em 13,25% ao ano, impacta a economia ao encarecer o crédito, reduzindo consumo e investimentos.
O Banco Central utiliza o IBC-Br como uma das referências para a definição da taxa de juros, com o objetivo de controlar a inflação, que se espera pelo mercado que termine 2025 em 5,6%.
O atual ciclo de aperto monetário — quando se inicia a alta da taxas Selic — teve início em setembro do ano passado e, até o momento, não há sinais de redução.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 18 e 19 de março, pode resultar em um novo aumento dos juros. Caso ocorra uma elevação de 1 ponto percentual, a Selic poderá alcançar 14,25% ao ano no início de 2025.



