Chuvas e desastres naturais causam prejuízo de R$ 11 bilhões em Minas, estima Fiemg

Por Redação Epoch Times Brasil
03/02/2025 18:19 Atualizado: 03/02/2025 18:19

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) aponta que, entre 2020 e 2023, as consequências das chuvas e desastres naturais extremos causaram prejuízos estimados em R$ 11 bilhões aos mineiros. O impacto nacional é ainda mais expressivo, com perdas que somam R$ 45,9 bilhões.

Além dos danos econômicos, as perdas humanas são consideráveis. A estimativa leva em consideração tanto as perdas diretas quanto as indiretas, afetando setores como agropecuária, serviços e indústria.

O atual período chuvoso, iniciado em setembro de 2024, já resultou em 26 mortes e 4.084 pessoas desalojadas ou desabrigadas no estado, conforme dados da Defesa Civil.

O setor agropecuário, por exemplo, foi o mais afetado, com perdas de R$ 24,4 bilhões. O setor de serviços também registrou danos consideráveis, somando R$ 19,3 bilhões, seguido pela indústria com R$ 2,2 bilhões em prejuízos.

O estudo também revela que cerca de 574 mil empregos no Brasil foram comprometidos durante esse período.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destaca a interdependência dos setores econômicos, apontando que danos em infraestrutura, como a queda de pontes, afetam diretamente o fluxo de mercadorias e prejudicam a produção industrial.

Entre 2020 e 2023, 19 mil obras de infraestrutura pública foram afetadas. A frequência dos desastres hidrológicos no Brasil também tem aumentado, com uma taxa de crescimento de 36%, durante este período. Em Minas Gerais, foram registrados 1.573 eventos desse tipo.

Para o professor Edson Domingues, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apesar das projeções, é difícil prever a localização e o impacto desses desastres, que podem afetar gravemente setores como a cafeicultura. No ano passado, houve uma redução de 3,1% na safra de café.

Os números do impacto geral dos eventos climáticos entre 2020 e 2023 são alarmantes: 150 mil feridos ou enfermos; 2,28 milhões de pessoas desabrigadas ou desalojadas; e 994 óbitos.

Além disso, os danos econômicos foram expressivos, com perda de R$ 127 bilhões em faturamento e R$ 24,5 bilhões em massa salarial.