Cesta básica sobe em 13 capitais e já compromete mais da metade do salário mínimo em São Paulo

São Paulo tem a cesta mais cara do país, custando R$ 851,82; café e tomate registram altas expressivas, enquanto arroz e feijão apresentam queda na maioria das capitais.

Por Redação Epoch Times Brasil
06/02/2025 16:39 Atualizado: 06/02/2025 16:39

O custo da cesta básica aumentou em 13 das 17 capitais segundo pesquisa publicada pelo DIEESE realiza a pesquisa. Em São Paulo, maior capital do país, mais da metade do salário mínimo já é usado para a compra de alimentos básicos.

As maiores altas ocorreram em Salvador (6,22%), Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). Houve quedas em Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%).

São Paulo teve a cesta mais cara do país, custando R$ 851,82. Florianópolis (R$ 808,75), Rio de Janeiro (R$ 802,88) e Porto Alegre (R$ 770,63) vieram em seguida. Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 571,43), Recife (R$ 598,72) e João Pessoa (R$ 618,64).

Na comparação anual, 15 capitais tiveram aumento nos preços. As maiores altas foram em Fortaleza (13,28%), João Pessoa (10,52%), Natal (10,14%), Recife (8,76%) e Aracaju (8,13%). Porto Alegre (-2,59%) e Belo Horizonte (-1,00%) registraram quedas.

O DIEESE estimou que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.156,15. Esse valor é 4,71 vezes maior que o piso nacional de R$ 1.518,00. Em dezembro de 2024, o valor necessário era R$ 7.067,68.

Com o reajuste do salário mínimo, o tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta foi de 103 horas e 34 minutos. Em dezembro de 2024, era 109 horas e 23 minutos.

Em janeiro, o trabalhador comprometeu 50,90% do rendimento líquido para a compra da cesta. Em dezembro de 2024, o percentual foi de 53,75%. Em janeiro de 2024, 52,33%.

O café em pó subiu em todas as capitais, com aumento de 3,20% a 23,00%. Em 12 meses, Goiânia (91,52%), Belo Horizonte (83,20%) e Aracaju (83,00%) tiveram as maiores elevações.

O tomate aumentou em 15 capitais. Os maiores reajustes foram em Salvador (50,47%), Belo Horizonte (50,10%), Brasília (47,27%) e Rio de Janeiro (46,76%).

A batata caiu de preço em nove das 10 cidades do Centro-Sul. Porto Alegre teve a maior redução (-46,85%).

O arroz agulhinha teve queda em 16 das 17 capitais. Brasília registrou a maior baixa (-5,82%).

O feijão caiu em 13 capitais. Belo Horizonte teve a maior redução (-26,88%).

O leite integral caiu em 12 cidades. Curitiba (-3,87%) registrou a maior queda. Em 12 meses, todas as capitais tiveram aumento, com Belém registrando 22,19%.