O Brasil já contabilizou 5.514 casos de febre de Oropouche nas primeiras oito semanas de 2025. O número representa um aumento de 64% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 3.353 casos da doença.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.
O Espírito Santo concentra a maior parte das infecções, com 4.643 ocorrências – cerca de 84% do total. Outros estados afetados incluem o Rio de Janeiro, com 487 casos, e a Paraíba, que notificou 287 infecções.
O Ministério da Saúde investiga a primeira morte possivelmente causada pela febre de Oropouche. Ainda não há confirmação oficial de que o óbito tenha relação direta com a doença.
O que é a febre de Oropouche?
A febre de Oropouche é uma doença viral transmitida por mosquitos, principalmente o Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Esse inseto costuma se proliferar em áreas úmidas e florestais, além de ambientes urbanos com acúmulo de matéria orgânica.
O vírus também pode ser transmitido por outros vetores, como espécies do gênero Culex, que habitam locais próximos a rios e áreas alagadas.
Sintomas e evolução da doença
Os sintomas da febre de Oropouche se assemelham aos da dengue e da chikungunya. Os principais sinais incluem:
- — Febre alta e súbita
- — Dor de cabeça intensa
- — Dor muscular e nas articulações
- — Náusea e vômito
- — Fadiga e mal-estar
Em alguns casos, a infecção pode evoluir para sintomas neurológicos, como meningite viral. No entanto, a maioria dos pacientes se recupera em até uma semana sem complicações graves.
Tratamento e prevenção
Não há um tratamento específico para a febre de Oropouche. O manejo da doença é feito por meio do alívio dos sintomas, com o uso de medicamentos para febre e dor, além da hidratação adequada.
Especialistas recomendam medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito transmissor, como:
- — Uso de repelentes em áreas de risco
- — Instalação de telas e mosquiteiros
- — Evitar acúmulo de matéria orgânica e lixo
- — Uso de roupas de manga longa em regiões endêmicas
Alternativas naturais para alívio dos sintomas
Algumas substâncias naturais podem ajudar a reduzir os sintomas da febre de Oropouche. Entre elas:
- — Chá de gengibre: Possui propriedades anti-inflamatórias e auxilia no alívio da dor muscular
- — Hortelã: Atua como analgésico leve e ajuda a reduzir náuseas
- — Própolis: Conhecido pelo efeito antiviral e imunoestimulante
- — Infusão de camomila: Ajuda a relaxar o organismo e melhorar o sono durante o período de recuperação
Crescimento acelerado da doença
O aumento expressivo dos casos nos últimos anos chama atenção. Em 2023, o Brasil registrou 832 infecções. Esse número subiu para 13.784 em 2024. Nos primeiros meses de 2025, o total de 5.514 casos já corresponde a 40% de todos os registros do ano anterior.
Diante do avanço da febre de Oropouche, as autoridades seguem monitorando a situação e estudando formas de contenção da doença.



