Apoiadores de Bolsonaro protestam contra o Supremo Tribunal Federal e o presidente Lula

Por Reuters
05/08/2025 14:45 Atualizado: 05/08/2025 14:45
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

RIO DE JANEIRO — Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de planejar um golpe após perder as eleições gerais de 2022, se reuniram nas ruas de várias cidades brasileiras no domingo para protestar contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os manifestantes pediram “anistia” para os envolvidos na suposta tentativa de golpe dias após a posse de Lula em janeiro de 2023.

Bolsonaro não compareceu pessoalmente às manifestações, mas foi colocado ao telefone por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, durante o protesto no Rio de Janeiro. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, usa uma tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa, conforme nova determinação do juiz Moraes.

Em março, um colegiado de cinco juízes do STF decidiu por unanimidade levar Bolsonaro a julgamento por suposta conspiração para derrubar Lula. Se for considerado culpado no processo judicial previsto para o final deste ano, Bolsonaro pode pegar uma longa pena de prisão.

No mês passado, Moraes impôs medidas cautelares contra Bolsonaro por acreditar que ele e seu filho, Eduardo, parlamentar eleito que agora vive nos Estados Unidos, colaboraram com autoridades americanas para tentar interferir nos assuntos brasileiros.

Na semana passada, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros, alegando uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.

Também impôs sanções financeiras contra Moraes sob a Lei Magnitsky, que permite aos Estados Unidos impor penalidades econômicas contra estrangeiros que consideram ter um histórico de corrupção ou violações dos direitos humanos.

Moraes é o juiz responsável pelo caso em que Jair Bolsonaro é réu.

Nos protestos de domingo, apoiadores de Bolsonaro, vestindo camisetas da seleção brasileira, gritavam “Magnitsky” e criticavam Moraes e Lula.

Bandeiras americanas e cartazes em apoio a Trump também foram vistos.