570 mil desempregados com diploma universitário na China

06/11/2012 11:45 Atualizado: 06/11/2012 11:45
Fila movimentada para concorrer à vaga de emprego; boletim oficial indica 570 mil desempregados com ensino superior completo. (Imagem da internet)

De acordo com um relatório oficial, dos estudantes universitários formados em 2011, aproximadamente 570 mil estão desempregados, sendo que mais de 100 mil destes dependem dos pais para sobreviver. Mesmo entre os que conseguiram um emprego, apenas 47% o consideram satisfatório. Em 2012, o número de formandos atingirá a marca de 6,8 milhões, o que simboliza pressões ainda maiores para os recém-formados.

O cenário da superabundância de concorrentes tem contribuído para medidas dramáticas dos estudantes universitários chineses. Já na graduação, muitos estudantes pesquisam eventuais oportunidades, fazendo uso frequente do nepotismo; outros buscam cursos intensivos e certificados para se tornarem mais atrativos. Porém, o quesito “falta de experiência” ainda é o grande carrasco de quem tenta o primeiro emprego. Assim, se formou nos últimos anos uma numerosa tropa de desempregados com diplomas universitários. Além disso, mesmo os que possuem mestrado ainda encontram enormes dificuldades para conseguir um emprego, pois a maioria das empresas considera que é “mais difícil de lidar” com quem tem maior grau de escolaridade, uma vez que elas não estão dispostas a pagar altos salários.

Enquanto alguns formandos almejam empregos mais estáveis e rentáveis, recusando propostas menos desejáveis, a maioria está disposta a aceitar trabalhos de baixa remuneração para cobrir as necessidades básicas e ganhar autonomia financeira dos pais: empregos como gari e zelador têm atraído milhares de desempregados qualificados. Somando a massa de atuais desempregados com diploma aos novos formandos de 2012, mais migrantes rurais que tentam emprego nas cidades e militares dispensados, estima-se que seja necessária à criação de 13 milhões de novos empregos para atender a crescente demanda.

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