
Cui Aijun, uma praticante da disciplina espiritual do Falun Gong da vila de Goukouzi, na província de Hebei, China, foi sequestrada pela polícia em 11 de dezembro de 2012. Três meses depois, 5.000 moradores do Condado Autônomo de Qinglong Manchu assinaram uma petição exigindo a libertação imediata de Cui Aijun.
Após Cui Aijun ser sequestrada, sua família exigiu repetidamente das autoridades competentes que a libertassem. No entanto, suas solicitações foram respondidas com intimidação policial. Em certo momento, o marido e a filha de Cui Aijun também foram detidos. O vice-chefe da segurança pública de Qinglong inclusive vociferou que praticantes do Falun Gong podiam ser condenados mesmo sem uma confissão ou a assinatura de uma declaração de desistência de suas crenças.
Fontes disseram ao Epoch Times que a Procuradoria local ignorou o caso de perseguição de Cui Aijun pela polícia. O chefe de segurança pública Li Yinqing não só se recusou a soltá-la, mas continuou a perseguição. Ele afirmou que após o término das ‘duas reuniões’ políticas em Pequim, ele prepararia mais papelada para enviar à Procuradoria.
Diariamente, a sogra de Cui Aijun, de 81 anos e cega, chora e espera o retorno da nora; enquanto seu sogro, de 91 anos e surdo, permanece diante da casa da família esperando seu retorno.
Fontes revelaram que Cui Aijun está detida no 1º Centro de Detenção da cidade de Qinghuandao, onde ela é forçada a trabalhar 15 horas por dia. Se não puder terminar suas tarefas, ela é forçada a permanecer de pé por duas horas, às vezes sem dormir, como punição. Ela também é obrigada a limpar o banheiro e o chão, e só recebe um pequeno pãozinho cozido em cada refeição, o que a deixou tão magra que seus ossos podem ser vistos pronunciando-se da pele; suas pernas também incharam e ela não consegue permanecer ereta.
A injustiça sofrida pela família Cui gerou simpatia e raiva dos moradores locais em Qinglong. Já em meados de março deste ano, 3.800 moradores haviam assinado uma petição pedindo a libertação de Cui Aijun. Na vila de Goukouzi, onde ela vivia, todos os 156 moradores assinaram e colocaram suas impressões digitais na petição, pedindo à polícia que a deixasse ir para casa.
Um vizinho escreveu o seguinte sobre a petição, “Este governo é simplesmente desprezível. Espero que o governo liberte essa pessoa imediatamente e permita seu retorno para cuidar de sua família idosa. Que não gastem tanto tempo e energia perseguindo pessoas boas. Por que não fazer algo que realmente tenha valor?”
Um homem de meia-idade escreveu, “Eu assinei meu nome sem vacilar, porque sei que todos os praticantes do Falun Gong são pessoas boas. Eles seguem os princípios de verdade, compaixão e tolerância. O que há de errado nisso? O Partido Comunista Chinês (PCC) está corrompido até seu núcleo; ele não se preocupa com pessoas que cometem assassinatos e incêndios criminosos, só se dedica a perseguir pessoas boas. O regime do PCC certamente acabará em breve.”
Um ancião de 70 anos escreveu, “As pessoas idosas em sua família estão tão tristes. Sua nora está detida e não há ninguém para cuidar deles. O PCC é tão vil. Embora eu não a conheça pessoalmente, sei que todos os praticantes do Falun Gong são pessoas boas. Com certeza assino meu nome.”
Uma jovem acrescentou, “Assinarei, mas peço que esta petição seja entregue a uma autoridade superior.”
Notícias da petição espalharam-se pela internet quando esta reuniu mais de 3.000 assinaturas, o que também foi notado pelas autoridades envolvidas na perseguição a Cui Aijun. Então, estas foram à vila de Goukouzi em 22 e 23 de março para ameaçar os moradores que apoiavam a aldeã presa e a polícia local também se juntou para perseguir os aldeões.
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