
Muitos dos eventos que definiram 2011 não irão se dissolver na história simplesmente pelo calendário virar a página. Os eventos que foram postos em movimento este 2011 irão continuar a caracterizar e moldar os próximos anos. O Epoch Times revê os momentos mais importantes e tendências ao redor do globo que certamente farão manchetes novamente em 2012.
No início de dezembro de 2010, o grupo hacker Anonymous Operations começou a lançar ataques contra grandes websites incluindo o Paypal e Mastercard, em retaliação a posições que estas empresas tomaram para prejudicar o website que divulga informações secretas, o Wikileaks. Contudo ciberataques contra grandes companhias já aconteciam antes desse episódio, o alto perfil das empresas atacadas colocou a realidade da cibersegurança sob os holofotes.
Entretanto, o poder dos ciberataques tanto em ações militares como na espionagem tornou-se uma realidade global. O “worm” informático Stuxnet invadiu sistemas industriais em todo o mundo, mas mais da metade dos computadores infectados encontravam-se no Irã, onde ele foi responsável por destruir centrífugas do programa de enriquecimento nuclear. Entretanto, o regime chinês usa ciberataques para espionagem e guerrilha econômica e fez notícia devido a ataques a alvos de grande importância como a Operação Dragão Noturno, destinada à espionagem industrial, e a Operação Aurora, que buscava obter acesso a contas de e-mail do Google, assim como ataques a fornecedores de armamentos do exército norte-americano e de outros países.
A cibersegurança tornou-se agora o ponto focal de governos e negócios ao redor do mundo, com o Presidente Barack Obama introduzindo ciberestratégias nacionais e internacionais. O Departamento de Defesa norte-americano também legislou que um ciberataque vindo de um governo de outro país passa a ser motivo para retaliação militar.
Nos anos vindouros, a cibersegurança irá provavelmente crescer enquanto preocupação nacional e internacional. Os governos estão globalmente tentando fechar os buracos de segurança que possam ter impacto nas infraestruturas críticas como as finanças, redes de água, centrais eléctricas, contudo, porque estas medidas muitas vezes implicam na perda de privacidade das redes digitais, isso tem gerado polêmica em torno destas medidas.
Ciberataques patrocinados por Estados irão certamente crescer. Entretanto, ciberataques cometidos por grupos de hackers irão provavelmente ter menos impacto nas grandes companhias e agências governamentais. A maioria destes ataques foi muito básica e se aproveitou de falhas de segurança muito simples. A preocupação é estes grupos crescerem em sofisticação.


