William Barr deve chefiar o Departamento de Justiça dos EUA

Trump disse que espera uma rápida confirmação de Barr pelo Senado, chamando-o de "um dos juristas mais respeitados do país" e "um homem fantástico"

Por Luís Fernando Novaes

 

O presidente Donald Trump disse que indicará o ex-procurador-geral William Barr para retornar à chefia do Departamento de Justiça.

“Ele foi a minha primeira escolha desde o primeiro dia”, disse Trump ao deixar a Casa Branca em direção a Kansas City, Missouri, em 7 de dezembro.

Trump disse que espera uma rápida confirmação de Barr pelo Senado, chamando-o de “um dos juristas mais respeitados do país” e “um homem fantástico”.

Barr irá substituir Jeff Sessions, que renunciou a pedido de Trump um dia após as eleições de meio de mandato em novembro. O departamento está sendo mantido provisoriamente pelo ex-chefe de gabinete de Sessions, Matthew Whitaker.

Barr deverá implementar as políticas de Trump sobre imigração ilegal e operações contra tráfico humano, tráfico de drogas e gangues transnacionais, particularmente o MS-13.

A escolha de Barr poderá ter implicações sobre a investigação do Conselho Especial perante as alegações de que a campanha Trump conspirou com a Rússia para influenciar a eleição presidencial de 2016. A investigação é comandada pelo advogado especial Robert Mueller. Barr criticou recentemente partes da investigação e defendeu a decisão de Trump de demitir James Comey, o ex-diretor do FBI.

Nos últimos dois anos, Barr expressou concordar com algumas das opiniões de Trump sobre a investigação de conluio com a Rússia. Ele questionou se a equipe de investigadores de Mueller está sendo guiada por viés político.

“Eu gostaria de ver [Mueller] ter mais equilíbrio nesse ponto”, ele disse ao The Washington Post no ano passado, citando doações para democratas feitas por alguns advogados da equipe de Mueller.

Ele também disse ao The New York Times em novembro de 2017 que há maiores evidências para se realizar uma investigação sobre o suposto envolvimento da ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, em um acordo de venda de urânio para Rússia do que na investigação de Mueller sobre os laços entre a campanha de Trump e Moscou em 2016.

Faz décadas desde que Barr serviu no governo federal. Ele foi recrutado pela primeira vez para se juntar ao Departamento de Justiça em 1989 pelo falecido ex-presidente George H.W. Bush. Ele serviu como procurador-geral de Bush de 1991 a 1993. Ele serviu sob Bush antes disso, no entanto. Após terminar seus estudos de pós-graduação, Barr ingressou na CIA entre 1973 e 1977 e trabalhou sob o diretor da Agência, que era Bush na época, relatou o The Washington Post em 1991.

Petr Svab contribuiu para essa matéria.

 
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