Publicado em - Atualizado em 06/12/2017 às 0:19

Volkswagen fez ‘mal-uso’ de mim, diz executivo a juiz

Volkswagen, diesel - Logotipos da Volkswagen no 45º Salão do Automóvel de Tóquio, Japão, em 25 de outubro de 2017 (Kim Kyung-hoon/Reuters)

Logotipos da Volkswagen no 45º Salão do Automóvel de Tóquio, Japão, em 25 de outubro de 2017 (Kim Kyung-hoon/Reuters)

Oliver Schmidt, um executivo da Volkswagen AG, que deve ser condenado em breve em conexão com o escândalo de emissões de diesel da empresa automobilística, escreveu ao juiz para dizer que sente que a empresa alemã fez “mal-uso” dele, informou uma reportagem no domingo.

Schmidt declarou-se culpado em agosto no Tribunal Distrital de Detroit nos EUA por transgressão em conexão com um enorme escândalo de emissões de diesel que já custou à Volkswagen cerca de US$ 30 bilhões. Ele deve ser sentenciado em 6 de dezembro.

“Devo dizer que sinto que minha própria empresa fez mal-uso de mim no escândalo de diesel ou ‘Dieselgate’”, escreveu Schmidt ao juiz estadunidense Sean Cox, de acordo com uma cópia da carta publicada pelo jornal alemão Bild am Sonntag.

Volkswagen, diesel - Oliver Schmidt, um executivo da Volkswagen, acusado de conspiração para defraudar os Estados Unidos no escândalo de emissões de diesel da empresa, é visto nesta foto de arquivo em Fort Lauderdale, Flórida, EUA, fornecida em 9 de janeiro de 2017 (Cortesia do escritório do xerife do condado de Broward via Reuters)

Oliver Schmidt, um executivo da Volkswagen, acusado de conspiração para defraudar os Estados Unidos no escândalo de emissões de diesel da empresa, é visto nesta foto de arquivo em Fort Lauderdale, Flórida, EUA, fornecida em 9 de janeiro de 2017 (Cortesia do escritório do xerife do condado de Broward via Reuters)

Um porta-voz da Volkswagen se recusou a comentar, citando os procedimentos em andamento.

De acordo com um acordo, Schmidt enfrenta até sete anos de prisão e uma multa de US$ 40 mil a US$ 400 mil após admitir ter conspirado para enganar os reguladores dos EUA e violar as leis de ar limpo do país.

Em março, a Volkswagen declarou-se culpada de três acusações de crime em troca de um acordo judicial para resolver os processos nos Estados Unidos relacionados à instalação de software secreto em veículos para contornar os testes de emissões.

Os procuradores dos EUA acusaram oito executivos atuais e antigos da Volkswagen.

Schmidt estava encarregado do escritório ambiental e de engenharia da empresa em Auburn Hills, Michigan, até fevereiro de 2015, onde supervisionou questões de emissões.

Na carta ao juiz, ele disse ter concordado em seguir um roteiro, ou pontos de discussão, acordados entre a administração da Volkswagen e um advogado de alto escalão, numa reunião com Alberto Ayala, um executivo da California Air Resources Board.

“Em retrospectiva, eu nunca deveria ter concordado em me encontrar com o Dr. Ayala naquele dia”, escreveu ele.

“Ou melhor ainda, eu deveria ter ido a essa reunião e ignorado as instruções que me foram dadas e ter dito ao Dr. Ayala que havia um dispositivo contraventor nos veículos de motor a diesel da VW e que a VW estava trapaceando há quase uma década. Eu não fiz isso e é por isso que me encontro aqui hoje.”

Depois de ter sido informado sobre a existência do software de emissões no verão de 2015, de acordo com seu argumento de culpabilidade, Schmidt conspirou com outros executivos para evitar divulgar “fraudes intencionais” da montadora em busca de obter aprovação regulamentar seu modelo diesel 2.0 de 2016 da Volkswagen.

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