Uruguai repatria cidadãos presos na Venezuela devido à pandemia do vírus PCC

O avião Hércules também transportou dois cidadãos paraguaios, um argentino e 15 brasileiros de Caracas

Por VOA

Depois de superar vários obstáculos, o Uruguai conseguiu concluir o repatriamento de uruguaios presos na Venezuela devido à pandemia do vírus do PCC (Partido Comunista Chinês), comumente conhecido como o novo coronavírus.

Nesta terça-feira, o avião da Força Aérea do Uruguai retornou a Montevidéu, trazendo mais de 40 uruguaios e venezuelanos residentes no Uruguai que estavam presos na Venezuela.

O avião Hércules – que os Estados Unidos tinham doado para o Uruguai no início dos anos 90 – também transportou dois cidadãos paraguaios, um argentino e 15 brasileiros de Caracas. Ele havia partido de Montevidéu com 52 venezuelanos que pediram transferência para seu país.

O governo do presidente Luis Lacalle Pou, em meio à emergência de saúde causada pelo COVID-19, também repatriou cerca de 3.000 uruguaios que estavam em diferentes partes do mundo, segundo o ministro das Relações Exteriores Ernesto Talvi.

“Estamos trabalhando em todos os meios possíveis para que nenhum uruguaio no exterior tenha que ficar onde está e volte para casa”, disse o ministro das Relações Exteriores.

O novo governo uruguaio liderado pelo presidente Lacalle Pou, que tem diferenças políticas com o regime Nicolás Maduro na Venezuela, enfrentou problemas com o país para garantir o desembarque e a chegada dos uruguaios, segundo o ministro das Relações Exteriores.

“E a verdade é que não estamos sozinhos, isso não significa que seja um consolo, porque nenhum país conseguiu enviar um vôo humanitário à Venezuela e trazer seu povo”, afirmou Talvi.

O ministro da Defesa do Uruguai, Javier García, postou no Twitter um vídeo do avião da Força Aérea do Uruguai decolando de Caracas na segunda-feira.

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