Universidade reconstrói línguas antigas com nova ferramenta computacional

Um papiro em língua antiga de centenas de anos (Wikimedia Commons)

Com 85% de precisão, a Universidade da Colúmbia Britânia desenvolveu um programa de computador que permite reconstruir línguas antigas.

A nova ferramenta analisa as mudanças sonoras das unidades fonéticas básicas e pode operar numa escala muito mais ampla do que os softwares disponíveis até então, destaca Alexandre Bouchard Côté, assistente de estatística, que projetou com seus colegas a nova ferramenta.

“Esperamos que nossa ferramenta revolucione a linguística histórica, da mesma forma que a análise estatística e o poder dos computadores revolucionaram o estudo da biologia evolutiva”, disse o professor, num comunicado de imprensa.

Para a equipe de estudo, este sistema não substitui de forma alguma os linguistas, mas eles podem conhecer um número maior de protolínguas com esse novo instrumento.

As protolínguas são reconstruídas pelo agrupamento de palavras com significados comuns tomadas de línguas modernas. Realiza-se então uma análise das características comuns e depois se aplica as regras de mudanças fonéticas e outros critérios para se obter um padrão.

Os pesquisadores reconstruíram um conjunto de protolínguas a partir de um banco de dados de mais de 142 mil palavras, de um total de 637 línguas austronésias, faladas no sudeste asiático, Pacífico e parte da Ásia continental.

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