Universidade chinesa faz novos estudantes assinarem ‘renúncias de suicídio’

Candidatas chinesas ao vestibular nacional em Pequim (Wang Zhao/AFP/Getty Images)
Candidatas chinesas ao vestibular nacional em Pequim (Wang Zhao/AFP/Getty Images)

Estudantes que comecem a estudar numa universidade na província de Guangdong agora devem assinar um termo de compromisso absolvendo a instituição de responsabilidade caso eles cometam suicídio ou sejam feridos.

Na Universidade de Tecnologia de Dongguan, mais de 5 mil alunos ingressantes tiveram de assinar a papelada, segundo o Diário de Nanfang.

A nova política pode estar relacionada a um esfaqueamento no último período na universidade, quando um estudante apaixonado feriu uma estudante num dormitório, depois que ela se recusou a ser sua namorada, informou o Diário da China. No entanto, um funcionário da faculdade disse que a renúncia não estava relacionada com este incidente e é simplesmente o “código de conduta do dormitório”.

Mais de 25% dos estudantes universitários apresentaram pensamentos suicidas num estudo psicológico recém-realizado pelo Instituto de Pesquisa Social da China (SSIC), citado pelo China Times. Houve mais de 42.400 comentários sobre a notícia no Sina Weibo.

Um blogueiro escreveu: “[As escolas] não consideram por que os jovens se suicidam. Amores de lado, isso não é uma consequência da indiferença e da pressão da escola e da sociedade? Exigir que os alunos assinem este acordo é esquivar-se da responsabilidade. Como os alunos educados em tal escola podem ter qualquer senso de responsabilidade? É assim que a sociedade entra em colapso.”

Outro comentou: “Nos últimos anos, algumas faculdades têm forçado os alunos a assinarem contratos semelhantes. Em 2010, a Universidade Shandong Jianzhu também fez os alunos assinarem um acordo de ‘vida e morte’, o que provocou muitos comentários. O verdadeiro problema é por que ‘acordos ditatoriais’ aparecem repetidamente nos campi universitários? … Isso é uma desgraça para o sistema de educação.”

 
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