União Europeia planeja limitar os bônus de banqueiros em 2014

O salário dos banqueiros será limitado em duas vezes seu salário base a partir de 2014, mas Estados-membros ainda precisam ratificar a proposta
Se a nova norma da União Europeia entrar em efeito em 2014, os pagamentos de bônus para banqueiros serão limitados até um máximo de duas vezes seus salários-base. Desperdiçar dinheiro, como sugerido na foto, será mais difícil para banqueiros no futuro (Phillipe Huguen/AFP/Getty Images)

A União Europeia (UE) chegou a um acordo em 28 de fevereiro para limitar os bônus dos banqueiros a um máximo de duas vezes seu salário-base. O Reino Unido permanece firme em se opor à nova norma, que ameaça a posição de Londres como um centro financeiro. O regulamento também precisa ser ratificado pelos países membros.

“O limite para os bônus é uma medida inovadora que em minha opinião tornará o sistema econômico mais justo e seguro. Bônus exuberantes frequentemente servem de incentivo errado para os mercados financeiros, encorajando comportamentos de risco e investimentos de curto prazo puramente especulativos”, disse Martin Schulz, o presidente do Parlamento Europeu, num comunicado de imprensa.

A nova norma limita os bônus em uma vez o salário base, mas pode ser aumentada para o dobro do salário base, se aprovado por acionistas. Se a proporção for superior a um, um quarto do bônus deve ser prorrogado por cinco anos. A UE disse que isso impediria a especulação excessiva e atitudes de risco.

O anúncio vem dias após DiNapoli, o tesoureiro do estado de Nova York, anunciar o montante de 20 bilhões de dólares para Wall Street. Devido à concorrência entre centros financeiros, o Reino Unido está preocupado que Londres possa sair perdendo devido às restrições.

Alex Beidas, um advogado de Londres do escritório de advocacia Linklaters, disse ao New York Times, “Esta é uma grande desvantagem no mercado global […] um perigo real de que isso resulte em banqueiros se deslocando para os EUA e a Ásia.”

“Precisamos garantir que a regulamentação implementada em Bruxelas seja flexível o suficiente para permitir que esses bancos continuem a competir e ter sucesso enquanto localizados no Reino Unido”, disse o primeiro-ministro David Cameron a jornalistas. De acordo com o NY Times, diplomatas incluirão uma cláusula de revisão que dá às nações a oportunidade de avaliar os danos a seus setores bancários.

A norma poderia ser aprovada apesar da oposição do Reino Unido, pois só precisa de maioria qualificada entre os Estados-membros da UE para passar.

“Mesmo que haja oposição do Reino Unido ou de outros Estados-membros, se forem apenas alguns opositores, a medida irá adiante”, disse Dorota Kolinska, porta-voz do Parlamento Europeu, ao Epoch Times. Ela também acredita que haja algumas mudanças enquanto os Estados-membros negociam a proposta.

Aplicar o regulamento da UE nos Estados Unidos não faria mal aos banqueiros que trabalham na indústria de títulos, pelo menos não no que diz respeito a valores médios. O salário base anual em 2011 foi de 251.530 dólares e os bônus foram de 111.340 dólares, menos da metade do valor.

É claro, muitos negociadores recipientes de parte dos lucros geralmente recebem múltiplas vezes seu salário-base em bônus, por vezes dezenas de milhões de dólares. Aplicar esta norma nos Estados Unidos colocaria essas pessoas em desvantagem.

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