Uma perseguição diabólica sem precedente – Capítulo 10

Atrocidades silenciosas

Originalmente publicado em inglês em 2016, o Epoch Times tem o orgulho de republicar “Uma perseguição diabólica sem precedente: um genocídio contra o bem na humanidade” (editores Dr. Torsten Trey e Theresa Chu. Clear Insight Publishing, 2016). O livro ajuda a entender a extração forçada de órgãos que ocorre na China, explicando a causa fundamental dessa atrocidade: o genocídio cometido pelo regime comunista chinês contra os praticantes do Falun Gong.

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Capítulo 10: Atrocidades silenciosas

Por Teng Biao

“Quatro bastões elétricos começaram a me eletrocutar e eu os senti quando atingiram sua marca. Era como se meus órgãos internos e todos os músculos estivessem pulando sob a minha pele, tentando escapar ou se esconder. Eu estava me contorcendo no chão em agonia. Quando Wang começou a eletrocutar meu pênis, implorei por misericórdia. Em vez disso, meus pedidos provocaram risos e torturas ainda mais flagrantes.”

“‘Você não disse que o Partido Comunista Chinês usou tortura? Desta vez, ofereceremos a você a experiência completa novamente. Torturar o Falun Gong, isso é verdade, totalmente verdade. Esses doze métodos que estamos usando em você aprendemos com [torturando] o Falun Gong. Não tenho medo de você falar a verdade; de fato, eu o desafio a escrever. As chances de você sobreviver para contar sua história são quase nulas. Depois que o matarmos, eles nunca encontrarão o seu corpo.’”

“Eu havia perdido a noção do tempo quando alguém começou a urinar no meu rosto. Três bastões elétricos me eletrocutaram enquanto eu me contorcia no chão, desprovido de dignidade. Após cerca de dez minutos, meu corpo inteiro estava tremendo, incapaz de parar. Posteriormente, eu fui algemado e ajoelhado no chão enquanto eles usavam um palito de dente para cutucar meus órgãos genitais. Não posso usar a linguagem para expressar a desesperança, a dor e o desespero que senti. Lá, a linguagem e a emoção humanas não têm o menor poder.”

– Gao Zhisheng, advogado

 

Silêncio em face da violência horripilante

O texto acima é um trecho da descrição de Gao Zhisheng da tortura que ele sofreu, escrita em seu ensaio recente, “Noite sombria, capuz negro e sequestro pela máfia das trevas”. Antes de ser perseguido, Gao conduziu inúmeras investigações sobre os fatos e as circunstâncias por trás da perseguição aos praticantes do Falun Gong sob o Partido Comunista Chinês (PCC). E expôs suas descobertas ao mundo no formato de cartas abertas aos líderes chineses. Entre as poucas pessoas que ousaram falar sobre o assunto da perseguição ao Falun Gong, Gao é uma das primeiras e mais corajosas. Como indicado acima, suas palavras são dolorosas e suas descrições chocantes. Para ser sincero, tive que parar de ler em várias ocasiões. Como eu gostaria que os fatos no relato de Gao não fossem verdadeiros e que eu pudesse simplesmente ignorá-los e voltar à minha existência confortável e aparentemente controlada. No entanto, essa era uma realidade que eu não podia ignorar. A capacidade de uma pessoa de suportar tortura é limitada. Como T.S. Eliot disse uma vez: “Os seres humanos não podem suportar muita realidade.”

Em retaliação ao Falun Gong e para forçar os praticantes a renunciarem à sua fé, a repressão e tortura do Partido Comunista Chinês contra o Falun Gong chegaram ao ponto da inescrupulosidade. Nos últimos 15 anos, a bem-ordenada máquina da perseguição, desde as diretrizes do mais alto líder do PCC até o pessoal de baixo escalão que executa as ordens, os praticantes do Falun Gong enfrentam um enorme desastre de direitos humanos. Antes do início da perseguição em 20 de julho de 1999, até 100 milhões de pessoas praticavam o Falun Gong, de acordo com as próprias estimativas do governo chinês.

Tornou-se uma regra não escrita que a morte de praticantes do Falun Gong nas mãos da “Agência 610”, um órgão criado exclusivamente com o objetivo de perseguir os praticantes do Falun Gong e os que auxiliam o Falun Gong, não está sujeita a ações legais. Além disso, sequestrar e deter arbitrariamente os praticantes do Falun Gong não está sujeito a nenhuma restrição ou penalidade. De acordo com o site Minghui.org, um total confirmado de 3.795 praticantes do Falun Gong foi perseguido mortalmente até novembro de 2014, estima-se que o número real seja muito maior. Reunindo a grande quantidade de relatos com detalhes comoventes e chocantes do massacre, as atrocidades podem ser comparadas às de Auschwitz, onde 1,1 milhão de pessoas morreram. Em 2007, David Kilgour, um ex-secretário de Estado canadense para a região da Ásia-Pacífico e ex-membro do Parlamento, juntamente com David Matas, um advogado internacional de direitos humanos do Canadá, conduziram uma investigação independente e chegaram à conclusão de que “ocorreu e continua a ocorrer ainda hoje a extração em larga escala e sem consentimento dos órgãos de praticantes do Falun Gong”. Além disso, os pesquisadores observaram que a pilhagem de órgãos está acontecendo em várias províncias chinesas simultaneamente. Eles descreveram o crime da extração forçada de órgãos na China como “um mal sem precedente neste planeta”.

Eu não pretendo fazer nenhuma reiteração descritiva das tragédias às quais os praticantes do Falun Gong estão sujeitos, pois os fatos podem ser facilmente encontrados na internet. Em vez disso, minha intenção neste capítulo é examinar o terrível silêncio do mundo diante desses atos horrendos de violência.

Experimentando o silêncio impassível

Na China, as pessoas ficam caladas sobre a questão do Falun Gong como se nada estivesse acontecendo. Na internet chinesa, as pesquisas sobre qualquer informação do Falun Gong surgem vazias e quase não há discussão sobre esse tópico em nenhum blog ou grupo on-line. Nenhum repórter despenderá sequer um segundo para considerar investigar ou relatar notícias sobre o Falun Gong, seja sobre uma pessoa sendo sequestrada ou 100 pessoas mortas. Intelectuais e especialistas não considerarão escrever sobre este tópico; os estudiosos não incorporarão os fatos da perseguição em suas pesquisas acadêmicas. A grande maioria dos advogados evita os casos do Falun Gong, e os autoproclamados “advogados durões” também se recusam a representar o Falun Gong. Mesmo pessoas de mentalidade democrática, dissidentes e ativistas dos direitos humanos nunca mencionam a questão do Falun Gong, como se ela não tivesse relação com os direitos humanos.

A situação fora da China não é muito melhor. A grande mídia não quer divulgar notícias sobre o Falun Gong. Os políticos não falam sobre o Falun Gong. Os escritores não escrevem sobre o Falun Gong. Os estudiosos não pesquisam sobre o Falun Gong. Mesmo um número considerável de organizações de direitos humanos reluta em falar sobre o Falun Gong.

Será que eles não sabem a verdade? O problema pode não ser que eles não saibam, mas que eles não querem saber. A repressão iniciada em 1999 no estilo de campanha nacional desceu sobre o Falun Gong com frenesi, utilizando todos os recursos de propaganda e meios de comunicação do país para criticar e demonizar o Falun Gong com mentiras contundentes, como o evento organizado de autoimolação na Praça da Paz Celestial, relatos falsos que os ensinamentos do Falun Gong proíbem seus praticantes de procurarem tratamento médico, e que praticantes ameaçaram o governo, etc. A propaganda foi e tem sido insidiosa, permeando todas as organizações e corporações, bem como escolas primárias e universidades. Lembro-me de que estava trabalhando no meu doutorado na Universidade de Pequim, onde cada aluno tinha que enviar um relato por escrito sobre sua compreensão pessoal a respeito do Falun Gong. Xu Zhiyong, outro estudante de doutorado, e eu participamos de um simpósio em que também estavam presentes representantes de muitas universidades de Pequim e da comunidade de artes liberais. No simpósio, apenas Xu Zhiyong e eu levantamos o assunto do governo estar violando o “estado de direito” no tratamento do Falun Gong. Ninguém mais respondeu ou fez nenhum comentário.

Embora as informações sobre o Falun Gong tenham recebido o bloqueio mais rigoroso do Grande Firewall (GFW) da China, os praticantes do Falun Gong criaram uma variedade de aplicativos fáceis de usar para romper o GFW. Portanto, é impossível que as pessoas que têm a capacidade de “escalar o muro” não entrarem em contato com essas informações. Os administradores de rede responsáveis por revisar as redes teriam sido notificados de que termos como “Falun Gong”, “Li Hongzhi” (o fundador do Falun Gong) e “extração forçada de órgãos” são termos sensíveis. Os advogados teriam sido notificados de que os casos do Falun Gong são casos sensíveis. De fato, mesmo sem essas notificações, as pessoas saberiam instintivamente que esses termos e tópicos estão fora dos limites. De acordo com a teoria da “espiral do silêncio”, todo mundo tem um “órgão quase estatístico” semelhante ao “sexto sentido”, de modo que, mesmo sem pesquisas de opinião pública, as pessoas ainda sabem o que é predominantemente a opinião pública dominante. Como seres sociais, temos medo do isolamento e, muitas vezes, evitamos atividades que possam levar à desconexão. Temas de alta sensibilidade, incluindo o Tibete, o conflito uigur em Xinjiang, a corrupção das autoridades chinesas, as cadeias negras da China e o massacre dos estudantes em 4 de junho, são tópicos que o povo chinês e muitos fora da China não abordarão publicamente. No topo da lista está a perseguição ao Falun Gong. As pessoas sabem o que aconteceu com Gao Zhisheng, Li Hong, Wang Yonghang e Liu Ruping. As pessoas sabem que seus colegas ou vizinhos que praticam o Falun Gong são sequestrados repetidamente ou mais tarde morrem misteriosamente em centros de lavagem cerebral. As pessoas sabem que defender o Falun Gong provavelmente resultará em não conseguir um passaporte, perder o emprego e até mesmo ser enviado para campos de trabalho forçado ou simplesmente desaparecer. As pessoas sabem que a abordagem mais sábia e segura é “não olhe, não ouça, não fale”.

Transformando o silêncio

A realidade chocante da perseguição é o elefante na sala; ninguém quer lidar com isso. Em seu livro de 2007, “The Elephant in the Room: Silence and Denial on Everyday Life” (“O elefante na sala: silêncio e negação na vida cotidiana”, tradução livre do título), Eviatar Zerubavel explica isso como uma questão de “sabemos, mas percebemos que não deveríamos saber”. Isso é semelhante ao que George Orwell chamou de “doublethink” (ou “duplipensar”), em sua obra “1984”. Em um estado de desamparo, em que as pessoas sentem que não têm o poder de mudar o que precisa ser mudado, as pessoas estão bem conscientes de que certas coisas que não podem ser adequadamente tratadas devem permanecer privadas. As pessoas entendem que o Falun Gong é algo que as autoridades chinesas não querem que as pessoas saibam e farão de tudo para silenciar os que falam. Então, o povo chinês conhece bem essas palavras: “Não diga. Não olhe. Não pergunte. Não seja curioso.”

O povo chinês sabe que a perseguição ao Falun Gong é, por si só, um tópico abismal demais para ser abordado. Em 2007, quando estava trabalhando no caso de Wang Bo, percebi o quão profundamente perturbador é esse problema. Dentro e fora da sala de audiências do tribunal, o ar estava cheio de hostilidade e tensão. Após a audiência, fui levado por quatro oficiais de justiça e jogado para fora do tribunal de Shijiazhuang. A rua estava fortemente vigiada, em um silêncio mortal. Essa atmosfera de terror era significativamente mais forte do que quando eu já trabalhei em qualquer outro caso de direitos humanos. Pode-se imaginar facilmente como as autoridades ficaram chocadas e irritadas quando publicamos na internet nossos bem-pesquisados apelos de defesa de que “a Constituição é suprema, a fé não tem culpa”. Esses apelos de defesa negaram completamente a legitimidade das autoridades chinesas na perseguição ao Falun Gong e expôs os crimes das autoridades chinesas por pisotearem brutalmente a liberdade religiosa.

É preciso coragem para enfrentar a verdade, e isso é verdade para aqueles dentro e fora da China. O livro do jornalista Ethan Gutmann, “The Slaughter: Mass Killings, Organ Harvesting and China’s Secret Solution to Its Dissident Problem“ (“O Massacre: assassinatos em massa, pilhagem de órgãos e a solução secreta da China para seu problema com dissidentes”, tradução livre), expõe em grande detalhe a verdade sobre a perseguição ao Falun Gong. Jay Nordlinger, editor-sênior da National Review, reconheceu suas dificuldades em ler o livro de Guttmann: “Confesso que pulei algumas páginas e evitei as imagens…” Lembro-me até hoje de minhas reações semelhantes ao ler o relato sincero e pertubador de Gao Zhisheng: a ansiedade, a depressão, o pânico e uma tentativa de negar o que li.

A perseguição ao Falun Gong está além da imaginação humana. Os detalhes da tortura e crueldade exercida pelos perpetradores do mal são horríveis demais, excedendo em muito o que a maioria de nós pode aceitar. Nossa primeira reação é invariavelmente a de ceticismo. Nordlinger escreve que os relatos iniciais originários da União Soviética foram descartados como “rumores… histórias do Holocausto eram lamentações judaicas”. A mera possibilidade desses horrores é assustadora.

Este é um momento crítico em nossa consciência compartilhada. Para aceitar os horrores cometidos pelo Partido Comunista Chinês, queremos considerar esses eventos como isolados e não reconhecê-los como os crimes enormes que são. De que outra forma podemos lidar com circunstâncias que acreditamos que estão além do nosso controle?

No entanto, a única maneira de acabar com a perseguição ao Falun Gong é que cada um de nós enfrente esse mal e sofrimento extremos. Não podemos dizer que essa é uma ocorrência rara em nossa história. Devemos reconhecer a seriedade dos crimes do governo, prestar a devida atenção a esses crimes e considerar suas implicações. Tendo sofrido tremendo choque mental ou emocional, nossos corações e espírito se tornarão mais fortes. Os crimes do Partido Comunista e o sofrimento do povo chinês não deixarão de existir porque nós os ignoramos. Pelo contrário, nossa desconsideração é exatamente o pré-requisito necessário para a arrogância dos autores.

Às vezes, precisamos apenas ouvir nossa voz interior ou refletir sobre as coisas ao nosso redor com um pouco de curiosidade. Certa vez, um amigo me contou uma história: depois de se graduar na universidade, ele foi de Shandong a Guangdong em busca de trabalho. A unidade de trabalho pediu que ele fornecesse documentos que verificassem que ele não tinha antecedentes criminais e nunca havia praticado o Falun Gong. Esses documentos eram obrigatórios para a obtenção de um passaporte e para conseguir um emprego. Ele nunca tinha ouvido falar do Falun Gong até então e não entendia por que era necessário ter essa prova, então ele “escalou o muro” e ficou sabendo da perseguição do regime ao Falun Gong.

Mas revelar publicamente o que se sabe não é fácil. Existe o risco de que esse ato moral aparentemente simples não apenas incite a perseguição nas mãos das autoridades, mas também resulte em uma tremenda pressão da “maioria silenciosa” visível e invisível. Expor a verdade lançará luz sobre os crimes do regime chinês e, ao fazê-lo, pode interferir nos interesses adquiridos de certas partes; destacar a imoralidade daqueles que permanecem calados; e perturbar o ritmo de vida seguro e prazeroso que as pessoas esperam manter. Gostamos do que é confortável e controlável: “Canja de galinha para a alma”, canções de ninar e filmes com um final feliz. Não gostamos de sangue e lágrimas ou sofrimento, e ter que considerar a finalidade que a morte traz. Porém, quanto mais encaramos o que é desconfortável, mais preciosa é a nossa coragem, e mais significativo e impactante se torna dizer a verdade para toda a humanidade. Em lugares onde o silêncio é predominante, em uma era de tirania e mentiras desenfreadas, expor a verdade não é apenas o começo da resistência, mas é precisamente a pedra angular da cura e da mudança.

Desmontando a causalidade reversa

É de a natureza humana ver frequentemente a diferença nos outros com apatia ou mesmo desdém. Com a ajuda da mídia estatal, os praticantes do Falun Gong na China são tratados como inimigos, cultistas, lunáticos e irracionais. Essas visões são apresentadas a fim de aliviar a pressão psicológica dos malfeitores/perseguidores e reduzir a responsabilidade moral das massas silenciosas. Alguns até culpam os praticantes do Falun Gong pela perseguição! Esse tipo de causalidade reversa equivale a responsabilizar os estudantes e cidadãos desarmados pelo Massacre da Praça da Paz Celestial.

Usando a mídia e seu poder para influenciar a comunidade internacional, o Partido Comunista Chinês manipulou a forma como as pessoas dentro e fora da China veem a nação. Consequentemente, as pessoas ficam impressionadas com os magníficos arranha-céus e superautoestradas da China, o aumento da renda entre parte da população anteriormente empobrecida, a destreza e a habilidade dos medalhistas de ouro olímpicos do país e as pretensões do governo de honrar a cultura tradicional por meio dos muitos Institutos Confúcio que estão pipocando em todo o mundo. Os tópicos sensíveis são, para o governo, convenientemente descartados ou mal compreendidos.

Enquanto o Partido Comunista Chinês – incluindo o iniciador da perseguição, o ex-líder chinês Jiang Zemin, e Zhou Yongkang, outrora um alto funcionário do PCC e da Agência 610 – obviamente é o principal responsável pela perseguição ao Falun Gong, o silêncio do mundo, essa vergonhosa conspiração, tem uma significante e inescapável responsabilidade moral. Sem as centenas de milhões de pessoas que participam dessa “conspiração do silêncio”, seria praticamente impossível que a questão do Falun Gong não se tornasse o maior elefante do mundo.

Elie Wiesel disse que Auschwitz “não é apenas uma realidade política, mas também um fato cultural” e, acima de tudo, é “o vértice do desprezo e ódio irracionais”. O mesmo se aplica à perseguição ao Falun Gong. Os fatos do Holocausto nazista foram revelados ao mundo, os autores foram punidos e as pessoas atribuíram a esse episódio da nossa história compartilhada uma quantidade inestimável de reconhecimento e apreciação. No entanto, as ações bárbaras do Partido Comunista Chinês, com suas formas medievais de tortura e seus campos de concentração remanescentes da era nazista, ainda estão por toda parte na China de hoje. A perseguição ao Falun Gong continua, os perpetradores continuam soltos e a violência persiste. Muitos de nós fecham os olhos e fazem ouvidos moucos, sem entender que nosso silêncio e indiferença nos levam a agir como conspiradores dessas atrocidades ultrajantes! Devemos lembrar que pagamos o preço por nossas ações e por nossas inações. As palavras de Martin Luther King Jr. servem como um lembrete importante: “O dia em que vemos a verdade e deixamos de falar é o dia em que começamos a morrer.”

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