Publicado em - Atualizado em 12/01/2018 às 15:24

Twitter é anti-Trump, revela funcionário da rede social (Vídeo)

Empresa mantém registros de seus usuários e funcionários têm acesso a todas as mensagens

Clay Haynes, engenheiro sênior de segurança de rede no Twitter, revela a quantidade de informações que o Twitter mantém sobre seus usuários, em um vídeo publicado pelo Projeto Veritas em 10 de janeiro de 2018 (Captura de tela)

Clay Haynes, engenheiro sênior de segurança de rede no Twitter, revela a quantidade de informações que o Twitter mantém sobre seus usuários, em um vídeo publicado pelo Projeto Veritas em 10 de janeiro de 2018 (Captura de tela)

Funcionário sênior do Twitter foi filmado quando revelava os tipos de informações que a rede social mantém dos usuários. Ele e muitos outros no Twitter têm um forte viés anti-Trump e disse que está preparado para entregar ao Departamento de Justiça um rascunho de tweets e transcrições de bate-papo do presidente Donald Trump.

O vídeo faz parte da série investigativa “American Pravda” produzida pelo Projeto Veritas, especialista em jornalismo investigativo. A série de vídeos expôs o preconceito político na CNN, no Washington Post e no New York Times. Recentemente começou a expor as empresas de redes sociais.

Twitter, Facebook e Google foram acusados de censurar e discriminar os conservadores. Atualmente, o Google está sendo processado por um ex-funcionário que alega ter sofrido discriminação por suas opiniões conservadoras, e o Twitter entrou em uma controvérsia sobre o monitoramento da atividade da Internet de cada usuário e potencialmente a penalização desses usuários baseada nos sites que eles visitam.

O último vídeo é a primeira parte de uma série que expõe o Twitter e se concentra principalmente em Clay Haynes, engenheiro sênior de segurança de rede que trabalha no Twitter desde setembro de 2016. Ele descreve seu trabalho para um repórter anônimo denominado “o guarda-costas da rede”.

O presidente do projeto Veritas, James O ‘Keefe, explica o propósito inicial do vídeo, afirmando que “o Twitter chama a si mesmo de praça da cidade global” mas, na realidade, eles querem controlar o pensamento, as ideias e até mesmo nosso posicionamento político”.

Haynes revela a quantidade de informações que o Twitter mantém sobre seus usuários, que a empresa mantém essas informações no caso das autoridades solicitá-las e insinua que funcionários do Twitter podem acessar essas informações a qualquer tempo.

Ele afirma: “Podemos ver absolutamente todas as mensagens, todos os tuíts, qualquer página na qual vc se conecte, quais fotos de perfil você carrega, quais fotos de perfil você pensou em carregar”.

Haynes detalha mais, acrescentando que “o que podemos fazer do lado de cá é realmente assustador”.

“Temos acesso total à conta de cada pessoa, cada mensagem direta, mensagens diretas excluídas, tuíts excluídos”, diz ele. “Eu posso dizer exatamente quem entrou de onde, qual nome de usuário e senha, quando mudaram a senha”.

No vídeo, Haynes insinua que ele poderia usar essa informação para fins políticos.

Haynes descreve a si mesmo como um liberal com um coração sangrando e diz que não gosta de Trump e que “quero me livrar dele”. Ele observa que as avaliações internas no Twitter sugerem que muitos de seus funcionários têm opiniões semelhantes.

Ele então explica que, se quisesse, poderia usar os dados que o Twitter mantém sobre seus usuários para defender sua causa, observando: “Estamos mais do que felizes em ajudar o Departamento de Justiça em sua pequena investigação”. Ele diz que pode fornecer ao Departamento de Justiça “todos e cada um dos tuíts já publicados. Mesmo aqueles que tenham sido eliminados. Qualquer mensagem direta, qualquer menção.”

Quando o repórter perguntou se o Twitter está trabalhando com o Departamento de Justiça sobre isso, ele respondeu: “Não sei responder, e mesmo que eu soubesse não responderia”.

No entanto, a posição de Haynes pode não refletir a postura oficial do Twitter sobre os tuíts de Trump. Ele explica que o Twitter considera os tuíts de Trump de interesse jornalístico, e é por isso que “temos que deixar esses tuíts subirem”.

Depois que o vídeo foi publicado, Haynes afirmou no Twitter: “Isso não é divertido.”

O Twitter reagiu ao vídeo dizendo ao International Business Times: “Deploramos as táticas enganosas e maliciosas pelas quais essa gravação foi obtida”, e afirma que Haynes “falou apenas em seu nome e que ele não representa nem fala pelo Twitter”.

Twitter acrescentou: “O Twitter só responde a solicitações legais válidas e não compartilha informações de usuários com a ordem pública sem essa solicitação”.

O’Keefe declarou em uma nota de imprensa que “embora Haynes estivesse especulando sobre ajudar a justiça, sua admissão mostra um claro e perigoso prejuízo político nos níveis mais altos do Twitter”.

“A questão é: se o Twitter entrega informações privadas sobre o presidente ao Departamento de Justiça, ele está violando a lei, traindo a confiança, atendendo a uma solicitação oficial ou cumprindo uma agenda política ao liderar uma cruzada contra o presidente?”, questionou O’Keefe.

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