Trump planeja encontro pessoal com Xi Jinping para resolver crise de Hong Kong

Por Frank Fang, The Epoch Times

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está contactando o líder chinês, Xi Jinping, no intuito de agendar uma reunião pessoal para resolver a atual crise em Hong Kong.

“Eu conheço muito bem o presidente Xi da China. Ele é um grande líder que é muito respeitado pelo seu povo. Ele também é um homem bom em um “negócio difícil”, escreveu Trump no Twitter em 14 de agosto.

Ele acrescentou: “Tenho ZERO dúvida de que, se o presidente Xi quiser resolver rápida e humanamente o problema de Hong Kong, ele poderá fazê-lo. Encontro pessoal?

A crise de Hong Kong gira em torno de uma lei suspensa, mas não retirada, que permitiria a qualquer governo, inclusive à China continental, solicitar a extradição de qualquer pessoa que passasse por Hong Kong.

Os moradores de Hong Kong temem que o projeto ameace a independência judicial da cidade, deixando todos vulneráveis para serem julgados nos tribunais da China, que são notórios pela ausência de um Estado de direito.

Hong Kong protests
Manifestantes marcham em uma rua durante uma manifestação contra a polêmica lei de extradição em Hong Kong, em 9 de junho de 2019  (Anthony Kwan / Getty Images)

Desde 9 de junho, milhões de habitantes de Hong Kong tomaram as ruas exigindo que o governo local retire totalmente a lei.

Dez semanas depois, o que o governo de Hong Kong considerava como uma simples peça legislativa se transformou em uma crise de liderança, com o descontentamento do público em relação ao uso excessivo da força policial para dispersar multidões que dizem que suas preocupações não foram abordadas pelo governo.

Mais recentemente, em 11 de agosto, a polícia local disparou balas de borracha contra os manifestantes a curta distância, o que é contra o protocolo. Eles também dispararam gás lacrimogêneo dentro da área fechada de uma estação de metrô colocando em risco a vida dos manifestantes.

AVISO: Alguns leitores podem achar essas imagens perturbadoras

Enquanto isso, Pequim se aliou ao governo local majoritário pró-PCC, liderado por Carrie Lam, culpando os manifestantes “radicais” por prejudicarem a prosperidade de Hong Kong e o Estado de direito.

Mais recentemente, em 12 de agosto, Pequim intensificou sua retórica de rotular os protestos de Hong Kong de “terrorismo em formação”. Alguns observadores, incluindo a Human Rights Watch, disseram que tal linguagem poderia indicar que o Partido Comunista Chinês poderia implementar suas leis antiterroristas e usar extensos poderes contra os manifestantes.

A ONG disse em uma declaração, em 14 de agosto, que a alegação de Pequim de “terrorismo” em Hong Kong é a mesma usada anteriormente para justificar o uso de medidas de repressão, incluindo aquelas usadas em Xinjiang. A declaração incluiu um pedido à polícia de Hong Kong solicitando a interrupção do uso da força excessiva contra os manifestantes.

Também no dia 12 de agosto, a mídia estatal hawkish Global Times, publicou um vídeo no Twitter mostrando veículos policiais blindados chineses reunidos em Shenzhen, uma cidade na fronteira com Hong Kong. Dois dias depois, o Comando Militar Leste da China, uma das cinco divisões regionais das forças armadas chinesas, postou uma ameaça velada em sua conta de mídia social do WeChat dizendo: “O Shenzhen Bay Sports Center fica a 56 quilômetros do aeroporto de Hong Kong. As tropas só precisam de 10 minutos para chegar à fronteira de Hong Kong”.

Trump também notou as tropas chinesas reunidas no sul da China. Em um post no Twitter em 13 de agosto, ele escreveu: “Nossa inteligência nos informou que o governo chinês está movendo as tropas para a fronteira com Hong Kong”.

A empresa de tecnologia Maxar, com sede no Colorado, divulgou imagens de satélite feitas em 12 de agosto, mostrando mais de 500 veículos militares chineses estacionados em um estádio esportivo em Shenzhen.

Apoio aos manifestantes

A porta-voz da Câmara, Nancy Pelosi (D-Calif.), foi ao Twitter em 14 de agosto para dizer que os manifestantes têm o apoio de democratas e republicanos nos Estados Unidos.

“O uso crescente da força perpetrada contra os manifestantes #HongKong é extremamente alarmante. No Congresso, Democratas e Republicanos continuam unidos ao povo de Hong Kong exigindo seu direito a um futuro promissor, livre e democrático”, escreveu ela.

Pelosi também twittou em 13 de agosto, pedindo que Lam se reunisse com os líderes dos protestos.

Em 14 de agosto, o senador Ron Johnson (R-Wis.) advertiu Pequim contra a intervenção em Hong Kong.

“Os líderes globais devem estar prontos para condenar qualquer intrusão da China continental que viole o acordo de entrega. Os líderes em Pequim devem entender que a intervenção contra o povo de Hong Kong prejudicará o relacionamento da China com os Estados Unidos e outras nações democráticas nos próximos anos”, escreveu Johnson em um comunicado à imprensa.

Ele acrescentou: “A China deve exercer moderação e permitir que os cidadãos de Hong Kong resolvam suas diferenças sem interferência”.

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu uma solução pacífica em Hong Kong, enquanto falava aos repórteres em Berlim, em 14 de agosto, segundo a emissora alemã Deutsche Welle. “Tudo deve ser feito para prevenir a violência e encontrar possibilidades de solução no âmbito do diálogo”, disse ela.

Trump disse em 13 de agosto: “Espero que isso se resolva pela liberdade. Espero isso se resolva por todos, incluindo a China.”

Mais protestos e comícios em massa estão sendo organizados em Hong Kong para os próximos dias.

LATEST?: Anti-ELAB Campaign Schedule by Kwan Kung Temple – Hongkongers' Press…

تم النشر بواسطة ‏‎Hong Kong Columns – Translated‎‏ في الأربعاء، ١٤ أغسطس ٢٠١٩

A Frente de Direitos Humanos Civis, o principal grupo pró-democracia que organizou protestos em massa nos últimos meses, planejou uma passeata no distrito financeiro da cidade em 18 de agosto.

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