Publicado em - Atualizado em 28/11/2016 às 15:56

Trump e Obama respondem à morte de Fidel Castro

Presidente eleito dos EUA Donald Trump (esq.) aperta a mão do presidente atual, Barack Obama (Agência Brasil)

O presidente eleito Donald Trump e o presidente Barack Obama divulgaram declarações sobre a morte do ditador comunista cubano Fidel Castro.

O presidente eleito Donald Trump e o presidente Barack Obama divulgaram declarações sobre a morte do ditador comunista cubano Fidel Castro, que morreu aos 90 anos no sábado (26).

Suas respostas foram muito diferentes, fornecendo um dos exemplos mais pontuais das opiniões de Obama e Trump.

“Fidel Castro está morto!”, Trump postou no sábado para seus milhões de seguidores no Twitter. Mais tarde, ele criticou severamente o regime de Castro. “O legado de Fidel Castro são os pelotões de fuzilamento, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação dos direitos humanos fundamentais”, disse Trump em um comunicado.

Obama, entretanto, observou que a morte de Castro seria enfrentada por “emoções poderosas” dos cubanos, dizendo que só a história pode “registrar e julgar o enorme impacto dessa figura singular sobre as pessoas e o mundo ao seu redor”.

Ele acrescentou que foram “inúmeras as maneiras pelas quais Fidel Castro alterou o curso das vidas individuais, das famílias e da nação cubana”, sem tocar no pobre registro de direitos humanos do regime de Castro. Ele concluiu que os cubanos “têm um amigo e parceiro nos Estados Unidos da América”.

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A Anistia Internacional,  uma organização de direitos humanos, adotou uma abordagem mais moderada, afirmando que o acesso à saúde e à educação aumentou sob o governo de Castro, mas apontou os significativos abusos de direitos humanos perpetrados por seu regime em longo prazo.

“O acesso a serviços públicos como saúde e educação para os cubanos foi substancialmente melhorado pela revolução cubana e para isso, sua liderança deve ser aplaudida. No entanto, apesar dessas realizações em áreas de política social, o reinado de Fidel Castro, de 49 anos, foi caracterizado por uma implacável supressão da liberdade de expressão “, disse Erika Guevara-Rosas, diretora das Américas da Anistia Internacional.

“O estado de liberdade de expressão em Cuba, onde os ativistas continuam a ser presos e perseguidos por falarem contra o governo, é o legado mais obscuro de Fidel Castro”.

Trump, entretanto, acrescentou que, com a morte de Castro, sua administração “fará tudo o que puder para garantir que o povo cubano possa finalmente iniciar a sua jornada rumo à prosperidade e à liberdade”.

“Embora Cuba continue a ser uma ilha totalitária, espero que hoje marque um afastamento dos horrores duradouros e em direção a um futuro no qual o maravilhoso povo cubano finalmente viva na liberdade que tão ricamente merecem”, disse Trump, mas ele interrompeu antes de dizer se sua administração iria desfazer o processo de normalização das relações dos EUA com Cuba iniciado por Obama.

Os senadores republicanos Ted Cruz e Marco Rubio, que é cubano-americano, pediram que as pessoas se lembrassem das vítimas de Castro.

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