Trump “confiante” sobre como conseguir um acordo comercial com a China

Exportações chinesas tiveram a maior queda dos últimos três anos em fevereiro, enquanto as importações caíram pelo terceiro mês consecutivo, apontando para uma desaceleração ainda maior na economia

Por Reuters

WASHINGTON – O presidente Donald Trump disse, em 8 de março, que está confiante de que os Estados Unidos possam forjar um acordo comercial com a China, mas acrescentou que acha que seu país se sairá bem com ou sem um acordo com a segunda maior economia do mundo.

Questionado se ele ainda estava confiante de que poderia fazer um acordo com a China: “Claro, eu estou confiante, mas se não fizermos um bom negócio para o nosso país, eu não farei um acordo”, disse Trump.

Perguntado sobre um artigo onde a China não estava otimista sobre um acordo comercial e que uma reunião com o líder chinês Xi Jinping pode não acontecer, Trump disse: “Eu não ouvi isso. Eu acho que estamos indo bem… Nós nos daremos muito bem de qualquer forma, com ou sem um acordo”.

Falando na Bloomberg TV, o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que os dois países podem se reunir em breve para continuar a fechar um acordo.

“Pode ser em abril … Fizemos muitos acordos aqui em Washington há duas semanas … Agora é preciso voltar e esclarecer ao alto escalão do presidente Xi e do Politburo em Pequim … Essa é a chave – não é o momento certo, nem mesmo o lugar – temos que acertar, por isso é do interesse da América”, disse Kudlow.

As exportações da China tiveram a maior queda dos últimos três anos em fevereiro, enquanto as importações caíram pelo terceiro mês consecutivo, apontando para uma desaceleração ainda maior na economia e provocando conversas sobre uma “recessão comercial”, apesar de uma onda de medidas de apoio.

Os dados cada vez mais fracos da China ocorrem em meio a intensas negociações entre Washington e Pequim, com o objetivo de encerrar sua disputa comercial. Na quarta-feira, os Estados Unidos relataram que o déficit comercial com a China subiu para um recorde histórico no ano passado, destacando um dos principais pontos críticos.

As ações chinesas caíram mais de 4% na sexta-feira, depois que os dados mostraram a contração nas exportações.

De Roberta Rampton

 
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