Trump afirma que tem “cinco estratégias diferentes” para Venezuela (Vídeo)

A administração Trump foi uma das que enviaram ajuda humanitária para aliviar a crise dos venezuelanos dentro e fora do país

Por Voice of America

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no sábado (29) que ele tem “cinco estratégias diferentes” para a “catástrofe” que ocorre na Venezuela, as quais conseguiu discutir com outros líderes no âmbito da Cúpula do G-

20.

Em Osaka, no Japão, Trump assegurou ao ser questionado pelo Voice of America que: “estamos acompanhando a Venezuela de perto. É uma catástrofe. É o que o socialismo pode fazer (…) Era um dos países mais ricos há 20 anos. Tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo. E no entanto eles não têm comida. Eles não têm água. É realmente incrível”.

Trump disse que, até agora, eles querem continuar com a estratégia de pressão diplomática e econômica. No entanto, ele frisou que “temos muitas estratégias”. “Eu tenho cinco estratégias diferentes. Eu posso mudar a estratégia a qualquer momento”, acrescentou.

Os Estaodos Unidos foram o primeiro país a reconhecer Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional, como presidente legítimo do país depois de ser proclamado como tal no final de janeiro. Desde então, mais de 50 nações também o reconheceram.

A administração Trump também foi uma das que enviaram ajuda humanitária para aliviar a crise dos venezuelanos dentro e fora do país.

Continuando sua resposta ao VOA, o presidente disse que discutiu com outros líderes sobre a crise da nação sul-americana esta semana “porque não queremos que isso aconteça conosco ou com seus países”.

Durante a cúpula do G-20, Trump gabou-se de seu “bom relacionamento” com seus colegas da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Jair Bolsonaro, com quem discutiu a crise pela qual a Venezuela está passando.

Trump, que está em plena campanha para a reeleição em 2020, acusou seus adversários democratas em várias ocasiões de quererem levar os Estados Unidos para o socialismo.

O presidente americano descreveu os venezuelanos como “pessoas incríveis”, bons trabalhadores e indivíduos calorosos. Ele também lamentou a crise migratória. Segundo a Organização dos Estados Americanos (OEA), mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram seu país, número superado apenas pela Síria, que está em guerra há mais de 8 anos.

“Será como uma cidade fantasma. É muito ruim o que está acontecendo na Venezuela. Ninguém viu nada disso, de verdade”, disse o presidente americano.

 
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