Três pontos importantes sobre o indiciamento de 13 russos nos EUA

Por Tian Yuan, Epoch Times

Desde a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos, os democratas têm promovido a teoria da conspiração de que a campanha do presidente Donald Trump conspirou com os russos em segredo para ganhar a corrida presidencial. Mais de um ano do mandato de Trump e muitos democratas ainda acreditam que a presidência de Trump é ilegítima e há esperança para Hillary Clinton se tornar a autêntica presidente dos Estados Unidos.

Robert Mueller, o conselheiro-especial da investigação sobre a interferência russa, ajudou a alimentar a fantasia dos democratas. Quando Mueller apresentou acusações contra antigos associados de Trump – Mike Flynn, Paul Manafort e Rick Gates – os democratas ficaram extasiados, ignorando o fato de que as acusações não tinham nada a ver com a colusão russa. Mas o indiciamento revelado na sexta-feira (16/02) quase certamente cortará o vento das velas dos democratas.

O indiciamento diz respeito a 13 cidadãos russos e três entidades russas envolvidas na eleição presidencial de 2016. Uma das entidades é chamada de Internet Research Agency (IRA), uma organização de trollagem em mídia social baseada em São Petersburgo. De fato, a IRA dedicou cerca de 80 funcionários para interferir na eleição presidencial de 2016 nos EUA, afirma a acusação.

Há três pontos fundamentais no indiciamento.

Primeiro, a chamada “campanha de influência russa” começou muito antes de Trump anunciar sua candidatura. De acordo com o indiciamento, a IRA lançou um “projeto tradutor” em abril de 2014, que “se concentrou na população dos EUA e realizou operações em plataformas de redes sociais como YouTube, Facebook, Instagram e Twitter”.

Cerca de um mês depois, a estratégia da IRA “incluiu interferir na eleição presidencial de 2016 nos EUA, com o objetivo declarado de ‘difundir a desconfiança em relação aos candidatos e ao sistema político em geral’”.

Trump não entrou na disputa pela presidência até 16 de junho de 2015. Isso sugere que a “campanha de influência russa” não diz respeito a apoiar um candidato em particular, mas é provavelmente uma estratégia russa de longo prazo. E procura espalhar a desinformação e manipular a opinião pública, visando minar nossa sociedade civil e a segurança nacional.

Em segundo lugar, os russos acusados ​​promoveram a divisão e tentaram ampliar a tensão na América. O indiciamento alega que a IRA instruiu seus funcionários a construírem “tensão política por meio do apoio a grupos radicais, a usuários insatisfeitos com a situação social e econômica e a movimentos sociais oposicionistas”.

Por exemplo, o indiciamento alega que os russos atacaram os senadores Marco Rubio e Ted Cruz nas redes sociais durante as primárias republicanas; e favoreceram o senador Bernie Sanders em detrimento de Hillary Clinton nas primárias democratas. Os russos provavelmente queriam prolongar as lutas internas de republicanos e democratas.

Algumas contas falsas de redes sociais ligadas à Rússia ostensivamente apoiaram uma fronteira segura nos EUA, enquanto outras promoveram mensagens alinhadas com os democratas. Um grupo falso no Facebook chamado “Muçulmanos Unidos da América” tinha opiniões favoráveis ​​sobre Hillary Clinton. Um protagonista falso do Twitter, @Blacktivist, alinhou-se com o movimento Black Lives Matter. Havia também um grupo chamado “Exército de Jesus”.

Após a eleição, o indiciamento alega que os russos organizaram uma manifestação em Nova York destinada a “mostrar o seu apoio ao presidente eleito Donald Trump” em 12 de novembro de 2016. No mesmo dia, os russos usaram um grupo diferente que criaram nas redes sociais para organizar uma manifestação em Nova York chamada “Trump NÃO é meu presidente”.

Todos esses exemplos sugerem que os russos não favoreceram necessariamente qualquer candidato. Na verdade, eles foram bastante oportunistas em apoiar ou se opor a Trump e Hillary Clinton. Eles pareciam não estar interessados ​​na política doméstica dos EUA, exceto para causar danos e provocar distúrbios.

Em terceiro lugar, não houve colusão entre a campanha de Trump e os acusados russos. A “campanha de influência russa” também não influenciou o resultado da eleição.

O vice-procurador-geral Rod Rosenstein disse que o indiciamento não incluiu quaisquer alegações de que qualquer americano ou membros da campanha de Trump “foi um participante consciente na alegada atividade ilegal”. Ele também disse que “não há alegação no indiciamento de que a conduta acusada alterou o resultado da eleição de 2016”.

O documento do tribunal indica que alguns réus, “apresentando-se como pessoas dos EUA e sem revelar sua conexão russa, se comunicaram com pessoas involuntárias associadas à campanha de Trump e com outros ativistas políticos para tentar coordenar atividades políticas”.

Podemos inferir do indiciamento que os réus não receberam uma resposta da campanha de Trump. Caso contrário, qualquer correspondência ou reunião seria usada como prova contra os russos. Não há menção de comunicação de qualquer tipo entre os impostores russos e a campanha de Trump, indicando que tais eventos não ocorreram.

Em resumo, os russos procuraram influenciar a campanha presidencial de 2016 nos EUA, mas falharam completamente. No entanto, eles conseguiram pelo menos uma coisa: a discórdia que eles semearam de fato floresceu. Os democratas não apresentaram qualquer evidência material de Trump em conluio com a Rússia, mas tentaram tudo o que estava ao seu alcance para manter viva a narrativa de colusão. Se os russos têm algum colaborador nos EUA, são os democratas.

 
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