Tragédia na cidade de Petrópolis já soma 176 mortos

Tempestades deixaram um rastro de destruição desde a última terça-feira ao passar pela antiga cidade imperial brasileira

Por Agência EFE

As fortes chuvas que devastaram parte da cidade brasileira de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, já deixaram 176 mortos e cerca de 200 feridos, naquela que já é considerada a maior tragédia climática do município.

As tempestades deixaram um rastro de destruição desde a última terça-feira ao passar pela antiga cidade imperial brasileira, onde mais de uma centena de pessoas ainda estão desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros informou nesta segunda-feira.

Essa já é a pior tragédia climática de Petrópolis (cidade onde o grande escritor austríaco Stefan Zweig se suicidou com a esposa em 1942), superando episódios semelhantes ocorridos em 1988 e 2011, quando dezenas de pessoas também perderam a vida.

Mais de 500 bombeiros atuam na zona para tentar localizar mais vítimas, embora os trabalhos tenham sido interrompidos esta manhã devido às chuvas e ventos fortes que ainda atingiram a região e só foram retomados às 7h00.

Uma casa destruída devido a um deslizamento de terra gigante em Petrópolis, no dia 19 de fevereiro de 2022 (MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Uma casa destruída devido a um deslizamento de terra gigante em Petrópolis, no dia 19 de fevereiro de 2022 (MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

Entre os 176 mortos estão pelo menos 29 menores de idade.

A prefeitura de Petrópolis, a cerca de 70 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, informou que até a noite de domingo 114 pessoas haviam sido enterradas no cemitério do município.

Até agora, as equipes de socorro conseguiram resgatar 24 pessoas vivas da lama e dos escombros, que foram transferidas para hospitais da região.

Cerca de 850 pessoas foram despejadas de suas casas e recebem assistência social em um dos 20 pontos de apoio que foram instalados na cidade, como escolas e igrejas.

Da mesma forma, a Marinha do Brasil finalizou no dia anterior a montagem de um hospital de campanha, que oferecerá 12 leitos de enfermaria e cinco postos de atendimento de baixa complexidade aos moradores de Petrópolis.

A previsão é de mais chuvas ao longo desta segunda-feira, o que pode afetar as operações de resgate devido à instabilidade do terreno em meio ao risco de novos deslizamentos.

A Defesa Civil continuou enviando mensagens de texto aos moradores de Petrópolis no dia anterior e acionou as sirenes de alerta diante da possibilidade de novas chuvas.

Na noite da última terça-feira, Petrópolis foi devastada pelas piores chuvas em quase um século, causando dezenas de deslizamentos de terra, inundações em vários pontos da cidade e fortes inundações que destruíram tudo em seu caminho.

Na quinta-feira voltou a chover forte e houve novas inundações, agravando a situação da cidade, que aos poucos tenta voltar à normalidade em meio ao atoleiro.

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