Trabalhando em união para apresentar uma dança semi-divina

Trabalhando em união para apresentar uma dança semi-divina

Bailarinos atuando durante performance do Shen Yun (Cortesia do Shen Yun Performing Arts)

2014/09/09

NOVA YORK – Atipicamente humilde para um jovem bailarino clássico chinês, Patrick Trang dá pouca indicação de que é reconhecido como um artista talentoso. O Sr. Trang integra a companhia internacional do Shen Yun Performing Arts.

No entanto, este modesto artista sinaliza vivamente suas aspirações em busca da excelência artística, confessando as longas horas de treinamento para incorporar os movimentos com precisão, enquanto desafia suas noções preconcebidas sobre as limitações físicas e artísticas.

“Há muita disciplina”, diz ele, “isso é o que a forma artística exige.”

Fundado em Nova York em 2006, o Shen Yun tem a missão de reviver a cultura milenar chinesa. Desde então, o Shen Yun se expandiu de um grupo de artistas que constituíam uma companhia de dança, com orquestra, solistas e músicos para adquirir sua composição atual de três companhias completas de bailarinos, músicos, solistas, tenores e orquestras dedicadas.

Tendo crescido na França, o Sr. Trang sempre considerou as culturas da França e Inglaterra como ricas em expressão, particularmente as artes, mas quando começou a aprender sobre sua própria herança chinesa, ele ficou surpreso. “Foi um choque para mim, reconhecer uma cultura com tal profundidade”, disse ele.

A língua chinesa é “riquíssima” e as lendas muito elaboradas, “Mesmo que você tenha equivalentes em francês, de alguma forma, é muito mais profundo”, disse ele.

O Sr. Trang tem atuado com o Shen Yun por cinco anos, uma jornada que continua a absorvê-lo. “Na dança clássica chinesa, muito diz respeito a se concentrar no próprio caminho, tanto quanto aprender a trabalhar com os outros”, diz ele.

“A comunicação é primordial e isso é muito mais importante do que qualquer outra habilidade”, diz ele. “Ser capaz de trabalhar em conjunto é crucial para qualquer coisa que se faça na vida.”

Isso não quer dizer que a jornada do Sr. Trang tem sido apenas sobre aprender como se fundir com o todo. A dança clássica chinesa lhe conferiu um vocabulário para acessar os recessos mais profundos do seu ser e, em alguns casos, além de seu campo de experiência como ocidental.

A masculinidade é uma dessas áreas, projetada em muitas das danças do Shen Yun. “Em chinês, isso é algo grandioso”, diz ele, procurando as palavras, “não é algo machista”, mas um sentimento interior que vem de “um senso de dever, de defender o que é correto” e não importa o quão difícil seja, “continuar sempre com determinação”.

Representar a majestade de um deus ou os dilemas íntimos de um general, conforme ele tem feito em diferentes papéis pelo Shen Yun, exigiram-no analisar-se profundamente e se reexperimentar sob nova ótica.

“Ironicamente, as posturas paradas – quando os estados da mente são refletidos por meio da respiração, expressão facial ou o menor dos gestos – são mais difíceis do que manobras acrobáticas desafiadoras, como saltos, giros e mortais, movimentos estes característicos da dança clássica chinesa”, diz ele.

O Sr. Trang confessou ter interesse em coreografia, uma empreitada criativa incentivada pelo Shen Yun. “Temos um processo para criar nossa própria dança, encontrando a música, ambiente, movimentos e trajes – temos muitas oportunidades para criar e descobrir nosso próprio talento”, disse ele.

Familiarizado com as restrições à liberdade de expressão na China, o Sr. Trang acredita que o Shen Yun é a única avenida atualmente disponível para o povo chinês expressar sua “rica cultura”.

Os ocidentais também estão aprendendo sobre a cultura chinesa por meio do Shen Yun e ganhando uma compreensão dos valores positivos que ela representa. “Respeitar e ajudar uns aos outros, ser capaz de se sacrificar pelas outras pessoas, etc.; são tantos valores benéficos que precisam ser promovidos na sociedade contemporânea”, disse ele.

O Sr. Trang também espera explorar o lado criativo da companhia no futuro e descobrir novas maneiras de inspirar mais pessoas com as performances do Shen Yun. “A arte deveria ser assim, uma fonte de inspiração para a sociedade”, disse ele.

Para mais informações, visite: ShenYunPerformingArts.org