Tortura na China: Pendurado por algemas

A sra. Liu Fanqin (刘范钦) foi algemada e pendurada na barra do alto de uma janela, com os dedos do pé mal tocando o chão. Quando ela foi finalmente baixada, depois de passar por mais de 30 horas dependurada, com privação de sono e sem poder usar o banheiro, os seus braços ficaram deslocados e dormentes. Diversos hospitais locais identificaram danos permanentes no plexo braquial e nos ligamentos dos braços e ombros. Os médicos declararam sua invalidez permanente.

A sra. Liu é apenas uma dentre os muitos praticantes do Falun Gong torturados que alguma vez foram algemados e pendurados. Essa forma de tortura é muito pior do que é descrito nos filmes ou mostrado na tevê, em que as vítimas são penduradas pelos punhos amarradas com uma corda.

Quando uma pessoa é pendurada por algemas, o metal frequentemente corta os punhos causando dor excruciante. O Partido Comunista Chinês frequentemente utiliza esse método de tortura em praticantes por períodos prolongados, para causar maior dano. Essa forma de tortura também é combinada com outras formas de abuso para fazer o praticante sofrer ainda mais.

Pendurado pelos punhos por longo período

A sra. Xiao Yongkang, uma praticante da província de Hunan, foi pendurada pelos punhos algemados por cinco dias e duas noites, sem que seus pés tocassem o chão, num centro de lavagem cerebral. Uma grande ferida rasgou seus punhos. Ela tremia de tanta dor, ficou confusa e sua boca estava seca, embora o corpo estivesse ensopado de suor.

Num centro de detenção em Chongqing, a sra. Yu Qunfang foi algemada com as mãos por trás das costas e pendurada por 20 dias.

De igual maneira, a sra. Zheng Chaoying, uma empregada da Companhia de Transportes na província de Gansu, foi algemada e pendurada na janela do escritório da guarda do Campo de Trabalhos Forçados de Gansu, de 19 a 27 de abril de 2001, sem os pés tocarem o chão. Ela também recebeu tapas no rosto, foi espancada e abusada verbalmente.

Além de serem algemados e dependurados por longo tempo, alguns praticantes ainda receberam choques com bastões elétricos. O sr. Xu Chun, na província de Anhui, ficou preso por nove anos. Ele foi algemado e pendurado numa porta de metal, com os pés amarrados e somente os dedos tocando o chão. Ele ficou dependurado dessa maneira por quase quatro meses, sendo retirado somente para comer e usar o banheiro. Além disso, ele recebia choques elétricos diariamente.

Águia pendurada

A sra. Zheng foi pendurada com os braços e pernas abertas (“posição da águia”) no Campo de Trabalho Forçado de Gansu em 2001. As algemas cortaram os seus punhos e ela não podia levantar a cabeça. Ela ficou ensopada de suor e desorientada. O policial levantou sua cabeça com um cassetete e perguntou: “Você está suando ou chorando?”

Algemas farpadas

Por se recusar e abandonar sua crença, a sra. Zhang Ruiying foi levada para o Campo de Trabalho Forçado de Kaiping, na província de Hebei. Ela foi algemada com algemas farpadas e pendurada no aro de uma cesta de basquete sem que os pés tocassem o chão por diversas horas. As algemas farpadas cortaram sua carne. Para tornar as coisas piores, uma detenta jogava água no meu rosto.

Suas mãos estavam dormentes e seus punhos sangravam depois que ela foi baixada. Ela emagreceu e quase todo seu cabelo ficou grisalho. Passaram-se muitos anos até que ela se recuperasse desse tormento.

Algemada e pendurada num aparelho de tortura

Um aparelho de tortura para amarrar e pendurar foi montado na primeira sala de interrogatório do Centro de Detenção do distrito de Dadukou, em Chongqing. A sra. Gao Jie, uma professora do ensino fundamental, foi torturada nele em 27 de junho de 2003.

A sra. Gao recorda: “Eles me algemaram e me penduraram numa barra de metal. Removeram os meus sapatos e colocaram os meus pés descalços sobre as barras angulares. Eles abriram os meus braços e os amarraram nas partes mais altas da parede. Os meus dedos dos pés mal tocavam a barra enquanto eu tentava impedir que as algemas apertassem. Havia uma lâmpada de 200 watts logo acima dos meus olhos.”

“Um oficial de polícia amarrou uma corda feita de sacos plásticos às algemas e puxou pela outra ponta. A dor era excruciante. O oficial disse que eles eram sádicos e que queriam abusar de mim. Outro oficial sentou-se numa cadeira e bateu com os pés na parede. As barras balançaram e bateram no meu osso coccigiano, nas costas, e na cabeça. O oficial me advertiu que eu não deixaria o centro viva.”

Sra. Huang Guirong

1. Algemada com as mãos atrás das costas e dependurada por uma corrente

A sra. Huang Guirong foi levada à prisão feminina de Liaoning em março de 2003. Os guardas torceram e amarraram suas mãos atrás das costas. Eles a penduraram por uma corrente de metal no palco de um auditório. Ajustando o comprimento da corrente, eles podiam suspendê-la mais alto ou mais baixo. Ocasionalmente, eles afrouxaram a corrente, de modo que ela girasse e colidisse com uma grande coluna no palco. Antes que a dor passasse, eles apertavam novamente a corrente para mantê-la no alto e continuar a tortura.

2. ‘Prancha dos pregos’

Na prisão, a sra. Huang também foi torturada numa “prancha dos pregos”, também chamada “cama dos pregos”. Ela foi dependurada com os pés descalços acima de uma prancha com quatro ou cinco pregos com pontas de aproximadamente meio centímetro. Seus braços não eram fortes o bastante para mantê-la acima da prancha. Quando ela se apoiava na prancha, os pregos penetraram seus pés, que ficaram cheio de furos.

3. Algemada e pendurada na água fria

A sra. Huang também foi algemada e pendurada numa tubulação de metal na parede enquanto colocada num contêiner com água fria durante o inverno. Ela ficou lá desde a manhã até a noite. As temperaturas externas chegavam a – 30oC.

Algemado e dependurado acima de uma fornalha quente

Na Prisão de Yinchuan , em Ningxia, praticantes foram torturados sobre um grande forno de fabricar tijolos. Primeiramente, os guardas algemaram os praticantes e então os dependuraram acima do forno.

Em agosto de 2001, a temperatura acima da fornalha ficava entre 40 e 50ºC. Os srs. Lu Xiangdong e Wang Yuzhu foram algemados com as mãos atrás das costas e dependurados. Seus dedos dos pés tocaram o teto do forno. Após 45 minutos, os braços do sr. Wang ficaram dormentes. Ele estava ensopado em suor e mal podia respirar. O sr. Lu ficou inválido.

Dois mortos após serem pendurados e espancados por horas

O sr. Liu Yonglai, 36, foi algemado e dependurado por seis horas em 6 de julho de 2001 no Campo de Trabalho Forçado de Dalian, na província de Liaoning. Ele estava sangrando e desmaiou depois que os guardas o forçaram a abrir a boca usando um fio. Depois que ele foi baixado, ele não conseguia andar ou falar. Uma vez que ele ainda se recusou a renunciar a sua fé no Falun Gong, ele foi algemado e pendurado novamente. Os policiais o espancaram barbaramente. Suas pernas foram quebradas e havia uma depressão na parte traseira de sua cabeça. O espaçamento não parou até que morresse.

A sra. Liu Lanxiang, uma farmacêutica da cidade de Lanzhou, província de Gansu, morreu seis dias depois de ter sido presa no início de abril 2001 após ter sido dependurada e espancada por horas.

 
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