Tecnologia reproduz antigo templo chinês

Um Buda sentado com um halo elaborado decorado com motivos florais e vegetais está em exposição no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo (ISAW) da Universidade de Nova York a partir de 11 de setembro até 6 de janeiro de 2013. (Amal Chen/The Epoch Times)

Exibição de Xiangtangshan em amostra na NYU

NOVA YORK – Andando em salas pouco iluminadas cheias de estátuas de Buda do século sexto, encontra-se uma exposição de arte na Universidade de Nova York (NYU). O ambiente sereno tem semelhança íntima à do famoso templo chinês de Xiangtangshan, principalmente porque a exposição tem reconstruções digitais das configurações artísticas originais.

A exposição, “Ecos do Passado: As cavernas-templos budistas de Xiangtangshan”, ocorrerá de 11 de setembro até 6 de janeiro de 2013.

O Instituto para o Estudo do Mundo Antigo (ISAW) da NYU é a última parada da exposição, que foi montada pelo Museu de Arte Smart da Universidade de Chicago e pela Galeria Arthur M. Sackler do Instituto Smithsonian de Washington DC.

“‘Ecos do Passado’ é um excelente exemplo do enorme potencial da tecnologia digital na apresentação pública de locais antigos e objetos”, disse Jennifer Chi, curadora-chefe do ISAW, num comunicado.

As cavernas-templos budistas de Xiangtangshan, que se traduz como “Montanha dos salões ecoantes”, destinam-se a reproduzir o paraíso de um Buda. O conjunto foi uma realização cultural da Dinastia Qi do Norte (550-577 d.C.), cujos governantes estabeleceram o budismo como religião oficial.

A exposição tem obras-primas como uma cabeça de Buda monumental de quase um metro de altura. Especialistas acham que a cabeça pertence à figura de Prabhutaratna, o Buda do Passado, cujo corpo ainda está em sua caverna original. Estima-se que tenha sido esculpida em algum momento entre 550 e 559 d.C.

Uma pequena estátua esculpida de um Buda sentado foi removida intacta, preservando seu grande e elaborado halo decorado com motivos florais e vegetais.

“Enquanto as esculturas de Xiangtangshan possam, como de fato têm feito por muitos anos, apresentar-se como obras de arte impressionantes e poderosas, esta exposição é uma oportunidade rara e tremendamente excitante para experimentar as esculturas em seu contexto original e melhor compreender os significados sagrados que visavam transmitir”, disse Chi.

As cavernas de Xiangtangshan estão localizadas numa área rural e de mineração de carvão no sul da província de Hebei. Um total de cerca de 30 cavernas estão divididas em três locais, segundo pesquisadores do Projeto Cavernas de Xiangtangshan da Universidade de Chicago. O local era próximo da capital de Ye da Dinastia Qi do Norte e as primeiras cavernas foram criadas com o apoio da família real, oficiais e monges budistas.

Muitos dos artefatos foram danificados ou roubados de 1909 em diante, durante períodos de turbulência política feroz na China, incluindo a queda da última dinastia imperial em 1911 e a tomada pelo partido comunista e sua “Revolução Cultural”. A maioria das imagens de Buda restantes não têm mãos ou cabeças e muitas das grandes estátuas independentes foram cortadas à força.

O grande movimento humano nos locais também teve consequências e, hoje, uma combinação de chuva ácida, devido às usinas a carvão e pó de cimento nas proximidades estão visivelmente afetando este monumento histórico, disseram os pesquisadores.

 
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