Suíça aumenta sanções contra regime de Nicolás Maduro

Suíça é o primeiro país da Europa a anunciar este ano o aumento das sanções contra a ditadura, já que a União Europeia preferiu silenciar e esperar pelos resultados do diálogo entre o chavismo e a oposição em Barbados

Por Sabrina Martín, PanAm Post

O governo da Suíça decidiu unir esforços com Estados Unidos e Brasil emitindo novas sanções contra o regime de Nicolás Maduro, após o endurecimento da ditadura e da crise humanitária na Venezuela.

Após o término da Conferência Internacional para a Democracia na Venezuela, o ministro das Relações Exteriores do Peru, Néstor Popolizio, informou que os países presentes no evento analisarão a implementação de novas medidas contra a ditadura, de acordo com a legislação de cada nação. Horas depois, o Brasil anunciou que vai impedir a entrada de funcionários do regime chavista e a Suíça atualizou sua lista de altos funcionários penalizados.

A Suíça anunciou sua nova lista de sanções devido à violação de direitos humanos e ao enfraquecimento do Estado de direito na Venezuela. Essas sanções se somam às dos Estados Unidos e graças a elas o regime ditatorial de Maduro não poderá acessar o sistema financeiro suíço, a entrada de funcionários do Chavismo a esse país é proibida e todas as suas propriedades que estão no país europeu foram congeladas.

Entre os sancionados estão: Néstor Reverol, Tibisay Lucena, Antonio Benadives, Maikel Moreno, Tareck El Aissami, Tareck Wiiliam Saab, Diosdado Cabello, Jesús Suárez Chourio, Delcy Rodríguez, Elías Jaua, Sandra Oblitas, Socorro Hernández.

Suíça é o primeiro país da Europa a anunciar este ano o aumento das sanções contra a ditadura, já que a União Europeia preferiu silenciar e esperar pelos resultados do diálogo entre o chavismo e a oposição em Barbados.

No entanto, o país europeu não é o único que anuncia novas medidas contra o chavismo, porque na terça-feira, 6 de agosto, o Brasil disse que vai impedir a entrada de funcionários ligados ao regime de Maduro no país.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “de acordo com as recomendações adotadas pelo Grupo de Lima, o governo brasileiro decidiu emitir um decreto interministerial visando impedir a entrada de altos funcionários do regime venezuelano em território brasileiro. Lei que encontra apoio no sistema legal brasileiro”.

Resta esperar quais medidas serão anunciadas pelos países presentes na Conferência Internacional para a Democracia na Venezuela, realizada em Lima, especialmente depois que o Ministro de Relações Exteriores do Peru anunciou que cada nação analisará as sanções a serem implementadas que pressionarão ainda mais a queda da ditadura no país sul-americano.

As sanções do governo suíço surgem dois dias após o governo dos Estados Unidos ter emitido novas medidas, uma espécie de embargo que impede a entrada de dinheiro para o regime de Maduro e seus aliados, mas permite a entrada de ajuda humanitária para os cidadãos.

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