Sonda Parker da NASA supera recorde de proximidade com o Sol

Missão planeja que Parker alcance uma aproximação final de 6,16 milhões de quilômetros do Sol em 2024

Por Epoch Times

A sonda solar Parker, da NASA, quebrou todos os recordes e se tornou a espaçonave a chegar mais próximo do Sol.

A Parker superou, à 1h04min do dia 29 de outubro, o recorde atual de 42,73 milhões de quilômetros alcançado pela nave alemã-norte-americana Helios em 2 de abril de 1976, informou a Nasa.

“A Parker Solar Probe foi lançada há apenas 78 dias e agora chegamos mais perto de nossa estrela do que qualquer outra espaçonave da história”, disse o Gerente de Projeto Andy Driesman, do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em Laurel, Maryland.

A missão planeja que Parker alcance uma aproximação final de 6,16 milhões de quilômetros do Sol em 2024.

“A espaçonave vai enfrentar condições brutais de calor e radiação, enquanto fornece à humanidade observações sem precedentes de uma estrela e nos ajuda a entender os fenômenos que têm desconcertado os cientistas por décadas”, disse a Nasa, em relação às mudanças cíclicas e inesperadas do Sol que afetam o clima na Terra.

“Essas observações irão adicionar informações importantes aos esforços da NASA em entender o Sol, onde as condições variáveis podem se propagar para o sistema solar, afetando a Terra e outros mundos”, disseram os astrônomos.

A imagem a seguir foi feita pelo Solar Dynamics Observatory da NASA e mostra duas metades do nosso Sol em dois comprimentos de onda diferentes, porque cada comprimento de onda revela diferentes características solares.

Sol observado em dois comprimentos de onda diferentes, o que mostra características em dois níveis de profundidade (NASA)
Sol observado em dois comprimentos de onda diferentes, o que mostra características em dois níveis de profundidade (NASA)

Esta imagem do Sol foi feita em 21 de setembro de 2018. A imagem tingida de vermelho captura o material estelar não muito longe da superfície do Sol.

Tempestade solar em 22 de junho de 2015 às 2h23min, hora ET (NASA)
Tempestade solar em 22 de junho de 2015 às 2h23min, hora ET (NASA)

“É especialmente bom para revelar detalhes ao longo da borda da superfície da nossa estrela, como a pequena proeminência na posição das dez horas”, diz a NASA.

A imagem tingida de marrom mostra claramente dois grandes orifícios coronais (áreas mais escuras), bem como algumas linhas de campo magnético fraco e sinais de atividade solar (áreas mais claras). Essas características não podem ser vistas na imagem vermelha, uma vez que a atividade está ocorrendo um pouco mais profundamente na coroa do Sol.

“De certa forma, é como remover as camadas de uma cebola, pouco a pouco”, avisa a NASA.

 
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