Solidão pode fragmentar a noite de sono, segundo estudo

Sentimentos de solidão podem interferir com  uma boa noite e  influenciar negativamente a saúde, de acordo com um novo estudo realizado nos Estados Unidos.

“A solidão tem sido associada com efeitos adversos à saúde”, diz a autora do estudo, Lianne Kurina da Universidade de Chicago, num comunicado de imprensa.

“Nós queríamos explorar um caminho potencial para a teoria de que o sono é um fator chave para se manter saudável e pode ser comprometido por sentimentos de solidão.”

“O que descobrimos foi que a solidão não parece alterar a quantidade total de sono nos indivíduos, mas contribui para desperta-los mais vezes durante a noite”, explicou Kurina.

O grau de sonolência diurna e quantidade total de sono não foram afetados. Os pesquisadores acreditam que há uma nítida diferença entre isolamento social e solidão.

“Não é apenas um produto de indivíduos muito solitários com sono de má qualidade”, Kurina disse. “A relação entre solidão e sono agitado parece operar em toda a gama de conectividade percepcionada.”

O isolamento social é uma medida objetiva de interações e relações sociais, enquanto que a solidão é uma percepção dolorosa de isolamento social ou sentimentos de não pertencimento.

“Assim, a solidão é mais estreitamente associada com a qualidade e não a quantidade de relacionamentos”, escreveram os pesquisadores em seu artigo.

Estes resultados são semelhantes a um estudo realizado nos EUA em 2002 que comparou o grau de solidão de estudantes universitários e sua qualidade de sono. Quanto mais solitários eles se sentiam, mais a sua noite de sono era fragmentada.

“Quer seja um jovem estudante de uma grande universidade ou a pessoa idosa numa comunidade rural, todos nós podemos ser dependentes de nos sentirmos seguros em nosso meio social, para que possamos dormir profundamente”, concluiu Kurina.

“Os resultados destes estudos podem aprofundar nossa compreensão de como os fatores sociais e psicológicos ‘são absorvidos’ e afetam a saúde.”

Estes dados foram publicados no jornal Sleep em novembro de 2011

 
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