Socialismo de Chávez e Maduro acaba com 95% das empresas na Venezuela

Os controles de câmbio, preços, leis trabalhistas, expropriações e ameaças são, na maior parte, as razões pelas quais o setor industrial se torna um cemitério a cada dia

Por Sabrina Martín

Hugo Chávez e Nicolás Maduro deixaram 95% das empresas que operavam na Venezuela inativas antes da chegada do socialismo.

O presidente da Conindustria, Juan Pablo Olalquiaga, informou que o universo de empresas que atualmente opera no país é de 2.500 indústrias, sendo que, quando o Chavismo assumiu o poder, eram 12.700; o que significa que 10.200 desapareceram.

Uma pesquisa realizadas pela Confederação Nacional de Industriais da Venezuela (Conindustria) mostra que pelo menos 85% das 2.500 empresas que ainda sobrevivem em condições precárias poderão fechar em um período não superior a dois anos se não houver mudanças políticas e econômicas no país sul-americano.

O levantamento da conjuntura industrial revela que 53% das empresas do parque industrial venezuelano trabalhavam com menos de 20% de sua capacidade operacional.

“À medida que a indústria se esgota, o emprego acaba; na Venezuela, para cada emprego direto, há três empregos indiretos. Se 75% das empresas dizem que servem pouco, o número de venezuelanos que estão perdendo seus empregos é gigantesco. Nós da Conindustria acreditamos que 1,5 milhão de empregos foram perdidos ao longo dos anos da revolução”, disse ele.

Os controles de câmbio, preços, leis trabalhistas, expropriações e ameaças são, na maior parte, as razões pelas quais o setor industrial se torna um cemitério a cada dia. Soma-se a isso as dificuldades que os comerciantes têm para repor seus estoques, que com o passar das horas correm o risco de fechar as portas.

Sem falar nas mais de 20 multinacionais que deixaram a Venezuela graças ao socialismo. As razões apontadas pelas transnacionais para se retirarem do país, segundo a Conindustria, são a profunda escassez de matérias-primas, a falta de acesso a moeda estrangeira, as leis e regulamentos que impedem a atividade econômica e os preços “absurdamente” controlados, que geraram perdas pesadas em suas operações.

“A Venezuela é o país mais agressivo contra o empreendedorismo”, disse Victor Maldonado, diretor da ONG Cedice Libertad e ex-diretor da Câmara de Comércio e Indústria de Caracas, ao PanAm Post.

“O socialismo do século 21 não apenas intervém, mas também afeta e ameaça os direitos de propriedade das empresas. A Venezuela é o país onde a condição de empresário é um dos trabalhos mais perigosos (…) As empresas venezuelanas não são reconhecidas ou garantidas com quaisquer direitos”, disse ele.

“A Venezuela é um país onde é perigoso ser empreendedor, porque os empreendedores são considerados inimigos do governo. Onde há uma Lei de Custos e Preços que desabilita a tomada de decisão, onde existe um regime cambial que não permite acesso a moeda estrangeira para comprar os suprimentos ou serviços necessários, e no qual a rigidez trabalhista impede a capacidade de lidar com o fator trabalho livremente. Tudo isso conjugado no marco da mais alta hiperinflação do mundo, com a escassez de tudo e muita insegurança cidadã, torna a decisão mais razoável, realmente, de fechar a empresa mesmo a contragosto”, afirmou.

Um país sem liberdade econômica

A Heritage Foundation, organização que analisa a liberdade econômica nos países do mundo, colocou a Venezuela em último lugar entre as nações do continente latino-americano, mesmo abaixo do Haiti, como o país com menos liberdade econômica.

Na lista mundial, a Venezuela está classificada em 179 dos 180 países, logo acima da Coreia do Norte, com 1,8 pontos.

“A pontuação geral da Venezuela diminuiu devido a uma queda acentuada na liberdade monetária, liberdade de negócios e indicadores de integridade do governo. A Venezuela ocupa o último lugar entre os 32 países da região das Américas, e sua pontuação geral está bem abaixo das médias regional e global”, diz o relatório.

O documento acrescenta que “as políticas legais, burocráticas e regulatórias do governo limitam o investimento estrangeiro”. O setor financeiro é rigidamente controlado pelo Estado, e o crédito é frequentemente atribuído com base na conveniência política.

Este artigo foi originalmente publicado no PanAm Post

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