Sobe para 15 o número de vítimas mortais do AH1N2 no Peru

Já são 216 casos de gripe, principalmente em Lima e Callao
Cidadãos peruanos fazem fila por medicação para combater o vírus H1N1 (Joe Raedle/Getty Images)

Logo após ser publicada a informação de que um bebê de 8 meses faleceu em Cajamarca e dois homens em Chimbote (Ancash), o número de óbitos da gripe H1N1 subiu para 15 pessoas no Peru.

Em declaração ao Canal N, Bill Milla, o chefe do Comitê de Prevenção de Emergência da Rede de Saúde Pacífico Norte disse que as vítimas adultas tinham 45 e 54 anos e faleceram na cidade de Chimbote com complicações respiratórias, segundo a mídia Perú 21.

Em 23 de julho o número oficial de enfermos com H1N1 no Peru, segundo o Ministério da Saúde, aumentou de 134 casos em 19 de julho para 216 casos atualmente, dos quais 75% foram registrados em Lima e Callao, informou a mídia Andina.

Por sua vez, o vice-ministro da saúde José del Carmen reconheceu que nos últimos dias há escassez da vacina para o vírus H1N1 por causa da alta demanda pela droga, segundo o Perú 21. Neste contexto, o Ministério da Saúde (MS) reiterou que o uso de vacinas, na maioria dos casos, não é necessário.

Porta-vozes da Estratégia Sanitária de Imunização (ESNI) do Ministério da Saúde peruano informaram à população que “a maioria das pessoas afetadas pela gripe H1N1 se recupera – mesmo sem medicação – no período de aproximadamente uma semana”, razão pela qual recomendaram não se alarmarem contra esta doença respiratória. Mas o ministério disse que a população de risco deve ser vacinada.

Para evitar a escassez, Del Carmen anunciou em 23 de julho que para a terceira semana de agosto chegarão 1,1 milhão de doses de vacina contra a gripe, que protege não só contra o H1N1, mas contra o A/H3N2 e a gripe tipo B, segundo o jornal oficial El Peruano.

Antes do aumento de casos de H1N1, o MS disse em 19 de julho, sobre as versões da imprensa denunciando a falta de vacina contra a gripe no Instituto Nacional de Saúde Infantil (i.e., Hospital da Criança): “A chefe do Gabinete Consultivo do MS, a Dra. Paulina Giusti Hundskopf, visitou este estabelecimento e descobriu que esta informação não é precisa, indicando que todos os hospitais e centros de saúde estão abastecidos.”

Enquanto isso, algumas clínicas privadas aproveitaram para aumentar o custo das doses contra a gripe H1N1 até 150 soles (US$ 55). Os preços regulares em clínicas estão entre 38 e 58 soles (14 e 21 dólares), informou a RPP.

O aumento de casos de vírus H1N1 soma-se a greve nacional dos médicos que exigem melhores salários e que já dura 10 dias; Cesar Palomino, presidente da Federação Médica do Peru, anunciou que os médicos da maternidade de Lima aderiram à greve, informou La República.

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