SMAM incentiva amamentação em prol da saúde

Mãe amamenta seu filho em momento de afeto e alegria (cortesia de Mariana Campos)
Mãe amamenta seu filho em momento de afeto, serenidade e alegria (cortesia de Mariana Campos)

A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) começa nesta quinta-feira (1º) e vai até a próxima quarta-feira (7), em mais de 120 países. A intenção, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é melhorar a saúde de crianças menores de cinco anos em todo o mundo e incentivar ações que envolvam aleitamento materno.

Segundo Daniela Andretto, Psicóloga, Doula e Conselheira em Aleitamento Materno pela OMS/Unicef, esta celebração é uma grande oportunidade para que cada região ao redor do mundo possa divulgar iniciativas criativas e de sucesso que contribuam para o aleitamento materno em cada país.

A SMAM foi criada pela WABA – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (World Alliance for Breastfeeding Action), com o objetivo de combater a desnutrição infantil, promovendo a amamentação natural e possibilitando a criação de bancos de leite para crianças que não têm condições de serem amamentadas por suas mães. Todo ano a WABA determina um tema que é disseminado para o mundo todo.

O tema deste ano é “Apoio às mães que amamentam: próximo, contínuo e oportuno”, e propõe o incentivo aos Grupos de Mães e Grupos de Aconselhamento em Amamentação. Os objetivos principais deste tema são apoiar a iniciação e a duração ideal da amamentação; melhorar os índices de amamentação exclusiva; e identificar apoio comunitário a quem as mães que amamentam possam recorrer.

De acordo com a OMS, o Aleitamento Materno é a melhor forma de fornecer todos os nutrientes necessários para um crescimento seguro e saudável. A orientação é que o bebê receba exclusivamente o leite materno até os seis meses e, depois, seja oferecido de forma intermitente com outros alimentos, até que a criança complete dois anos ou mais.

Para Daniela Andretto, “o leite da mãe é adequado, completo, equilibrado e suficiente para o seu filho”. Ela afirmou também que, “em relação às questões emocionais, a amamentação é uma oportunidade dupla para que mãe e bebê possam estabelecer uma relação de troca, não só em relação ao processo nutricional, mas em relação ao contato, uma troca íntima de sensações, troca de afeto, para a construção de uma relação de apego, essencial para o bom desenvolvimento emocional do bebê e de sua mãe”.

Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros, e esse ato é fundamental para a saúde de ambos. No caso materno, a amamentação contribui para a recuperação do útero, diminuindo o risco de hemorragia e anemia após o parto. O aleitamento materno também ajuda a reduzir o peso e a minimizar o risco de desenvolver, no futuro, câncer de mama e de ovário, doenças cardiovasculares e diabetes.

Para o bebê, além de ser de fácil digestão, o leite humano provoca menos cólicas e a sucção colabora para o desenvolvimento da arcada dentária, da fala e da respiração. Além disso, o leite funciona como uma vacina natural (que não substitui o calendário básico de vacinação), protegendo a criança contra doenças como diarréia, pneumonias, anemia, alergias, infecções, obesidade, intolerância ao glúten, entre outras.

Apoio às mães

Tradicionalmente, a amamentação era norma cultural e o apoio era dado exclusivamente pela família. Atualmente as mães podem contar com apoio de profissionais, Conselheiras em Amamentação ou Grupos de Mães que acreditam na importância do aleitamento materno e que trabalham de forma voluntária para proteção, promoção e apoio à amamentação.

“A experiência com a amamentação do ponto de vista natural, deveria ser uma prática bem tranquila e com sucesso.  Acontece que a amamentação não é apenas uma questão natural; é também uma questão emocional e cultural.  Por isso, como qualquer nova experiência requer muita observação, paciência, e persistência”, explica Daniela Andretto.

Luciana Almeida Nunes, administradora, de 27 anos conta que após muita dificuldade em amamentar a sua filha Fernanda, que hoje está com 1 ano e 4 meses, resolveu pedir ajuda. Ela recebeu apoio de Daniela Andretto em sua própria casa. “Até que o dia amanheceu e a Dani chegou, num domingo, e me encontrou de pijamas de amamentação na sala, com os peitos de fora, chorando, tentando amamentar. Nunca vou esquecer daquela cena, jamais pensei que receberia uma pessoa na minha casa naquelas condições. Mas ela foi extremamente doce, compreensiva, carinhosa, me acolheu. Fez em mim a massagem para “desempedrar” o leite, me ensinou a tirar o leite com a mão (que é muito melhor do que com a bomba), me ensinou outras posições para a mamada, enfim, me ajudou em tudo o que eu precisava. Fernanda seguiu mamando até 1 ano e 2 meses, mesmo eu tendo voltado a trabalhar quando ela tinha apenas 5 meses. Nessa época, eu trazia potes para o serviço, ordenhava, congelava o leite e levava pra casa pra ela tomar no dia seguinte”.

Epoch Times publica em 35 países em 21 idiomas

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/EpochTimesPT

Siga-nos no Twitter: @EpochTimesPT

 
Matérias Relacionadas