Sínodo amazônico: plano há muito acalentado em segredo pelo comuno-progressismo (Vídeo)

O incrível é que esse anticristianismo todo esteja sendo promovido com o pretexto de trabalhar pela ecologia!

Por Luis Dufaur, Verde: a nova cor do comunismo

O bispo alemão Monsenhor Franz-Josef Overbeck, diocesano de Essen, militante ativo das causas LGBT, comemorou uma planejada ruptura da Igreja Católica com seus dois mil anos de história.

O pretexto seria elaborar uma pastoral amazônica no próximo Sínodo Pan-amazônico que se reunirá no Vaticano no mês de outubro.

O bispo prevê capitulações “positivas” – em verdade desgarramentos assustadores – a respeito de moral sexual, celibato sacerdotal e aproximações de um “sacerdócio feminino”, segundo informou o site oficial da Conferência Episcopal dos Bispos Alemães Katholische.de, citado por Lifesitenews.

Segundo essa fonte oficial, o bispo de Essen declarou à imprensa que o Sínodo provocará uma “quebra” na história da Igreja em virtude da qual “nada voltará a ser igual ao que foi”.

Mons. Overbeck arremeteu contra a estrutura hierárquica da Igreja, sua moral sexual, e abriu caminho para uma “reconsideração” de funções sacerdotais para mulheres.

Isto parece ter pouco ou nada a ver com a motivação ecológica alegada para reunir tal Sínodo.

A menos que se leve em conta, como há muito estamos fazendo neste blog, que as bandeiras verdes ambientalistas estão sendo manipuladas para esconder causas revolucionárias.

Essas causas destruidoras com suas bandeiras vermelhas estavam em crise: a saber o comunismo e seu “companheiro de estrada”, o progressismo católico prenhe de Teologia da Libertação.

O bispo alemão aduziu que o declínio do número de fiéis católicos na Europa e na América Latina será discutido em correlação com “a imensa exploração” do meio ambiente e as violações dos direitos humanos.

Bandeira do PC de Kerala, Índia, onde comunismo, ecologia e anticristianismo se sentem uma coisa só (ARUN SANKAR/AFP/Getty Images)
Bandeira do PC de Kerala, Índia, onde comunismo, ecologia e anticristianismo se sentem uma coisa só (ARUN SANKAR/AFP/Getty Images)

O que tem a ver as defecções massivas na Igreja estimuladas pelas reformas pós-conciliares com a “exploração do meio ambiente”, ou ainda com as “violações dos direitos humanos”?

Parece uma associação artificiosa de fenômenos revolucionários: uns eclesiásticos, outros ecológicos e outros meramente políticos, numa salada bem ao gosto das esquerdas comunistas ou lulopetistas.

Mas, em verdade, por baixo das aparências, essas bandeiras são agitadas pelas mesmas mãos para promover uma mesma causa.

Em certo sentido, podemos agradecer ao bispo de Essen que tenha tido a franqueza de deixar aparecer essa unidade de revoluções e de mãos.

O Sínodo Pan-amazônico terá lugar em Roma dos dias 6 a 27 de outubro. Os temas centrais anunciados serão a ecologia, a teologia e o atendimento pastoral dos pobres, as necessidades dos povos indígenas e os direitos humanos.

A essência das conclusões já está escrita na encíclica do Papa FranciscoLaudato Si’”.

De acordo com o citado site episcopal Katholische.de, Mons. Overbeck defendeu que o Papa Francisco quer garantir que a Igreja mundial “tome consciência desses desafios”.

Um dos principais desafios consistirá em extirpar da Igreja sua “estrutura eurocêntrica”, disse o bispo alemão.

Esse velho projeto anticatólico sempre teve em vista apagar a centralidade da Cidade dos Papas jogando para baixo a importância religiosa de Roma.

Derrubar a “estrutura eurocêntrica” também terá como consequência desconhecer ou renegar a primazia natural dos povos que nos precederam na Fé.

Povos que nos trouxeram a Fé com o sacrifício de incontáveis mártires missionários e o trabalho colossal dos imigrantes europeus que nos comunicaram sua cultura e civilização modeladas por séculos de prática dos ensinamentos evangélicos.

O bispo de Essen ecoa a subversiva promessa de que o clero será cada vez mais independente nas igrejas da América Latina do gênero da amazônica vindoura. Assim, a cartilha da Teologia da Libertação será completamente aplicada.

E como sinal do que sairá dessa “independência” – que seria mais correto etimologicamente chamar de “cisma” – o bispo pressagia que mulheres oficiarão cultos religiosos e conduzirão a vida diocesana.

“O rosto da igreja local é feminino”, sintetizou, assaz arbitrariamente Mons. Overbeck.

Nada disto é muito novo. Já vinha sendo “cozinhado” há pelo menos décadas, por exemplo, no secreto “Pacto das Catacumbas” promovido por Dom Helder Câmara durante o Concílio Vaticano II.

O Pacto é renovado ciclicamente em celebrações catacumbais em Roma. Nele foram sendo iniciadas novas gerações de bispos. Suas subversivas ideias religiosas penetraram os documentos conciliares e incendiaram as turbulentas comoções do período pós-conciliar.

Para evitar que qualquer bispo saia da linha pré-escrita os organizadores do Sínodo, presididos pelo Cardeal Claudio Hummes por indicação do Papa Francisco, elaboraram um Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia.

O bispo de Essen apresentou como argumento a vertiginosa queda da proporção de católicos no Brasil.

Queda que só não impressiona a CNBB, que considera que o engajamento em causas sociais justifica e até supera a perda da Fé de dezenas de milhões de fiéis.

Enquanto dito Sínodo não começa, Mons. Overbeck prossegue com sua campanha para mudar o ensinamento católico sobre o homossexualismo.

Em janeiro, segundo o mesmo site dos bispos alemães Katholische.de o bispo propôs em artigo para o jornal católico Herder Korrespondenz uma mudança no conceito tradicional católico.

Ele excogitou uma “despatologização” do homossexualismo, preconceito de sua lavra, que atribui aos católicos em geral.

Ele reclama uma “liberação há tempos necessária” para as pessoas com atração pelo mesmo sexo.

Enquanto essa dívida libertária não for paga, o prelado imagina que vigorará uma “marginalização intelectual do ensinamento moral católico”.

Ex-jesuíta Thomáz de Aquino Lisboa, que largou a religião para viver com os índios em MT, representa a Igreja irreconhecível que querem produzir no Sínodo (CIMI)
Ex-jesuíta Thomáz de Aquino Lisboa, que largou a religião para viver com os índios em MT, representa a Igreja irreconhecível que querem produzir no Sínodo (CIMI)

Leia-se continuará a hostilização e até a perseguição aos verdadeiros ensinamentos da Bíblia, Antigo e Novo Testamentos sem exceção.

Em poucas palavras, ou se aceita o cangaço do erro imoral contrário a Cristo ou … chibata!

Essa parece ser a atitude de fundo que inspira as metas “cozinhadas” pelos teólogos do comuno-progressismo para o próximo Sínodo Pan-Amazônico.

O incrível é que esse anticristianismo todo esteja sendo promovido com o pretexto de trabalhar pela ecologia!

Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

O conteúdo desta matéria é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Epoch Times

 
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