Shen Yun harmoniza dança tradicional chinesa com tecnologia nos palcos

Shen Yun harmoniza dança tradicional chinesa com tecnologia nos palcos

Elenco do Shen Yun Performing Arts (Evan Ning / The Epoch Times)

2015/01/24

O que é capaz criar uma experiência teatral e uma magia que transcende o mero espetáculo visual e deixa uma impressão de transformação mais profunda? O que representa uma marca na psique, deixando uma sensação que perdura durante dias e semanas depois de um filme ou um show?

A tecnologia moderna tem, sem dúvida, contribuído para a nossa capacidade de criar e compartilhar a arte, mas pode ser uma faca de dois gumes quando se trata de expressão artística.

O problema é que é fácil usar e abusar dos meios artísticos modernos, a tal ponto que já não se sente formigamento quando são apresentados com uma beleza mais sutil. A ênfase tem sido no show, e não na alma.

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É claro, esperamos impressionar e estimular, e queremos que todos os sentidos reajam ao que vemos. Mas só isso não é suficiente. Você precisa de um bom equilíbrio para criar uma experiência teatral que seja impressionante e que continue sendo humano e bonito.

Isso é algo que Shen Yun Performing Arts tem sido capaz de alcançar.

“Fantástico! É tão elegante e bonito”, disse Vanessa Harwood, ex-bailarina principal do Ballet Nacional do Canadá, que viu o show várias vezes em Toronto.

“É um novo reino de dança, com um muita profundidade e significado.”

Considerada a principal embaixadora da dança clássica chinesa, a companhia com a sede em Nova York conseguiu ligar o moderno ao antigo de uma maneira que permite ao público experimentar um rico patrimônio da China em um contexto moderno.

A popularidade do Shen Yun, que já começou sua turnê mundial de 2015, aumentou exponencialmente nos últimos anos. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que o espetáculo fornece aos amantes do teatro um desempenho profundo que o público ama.

Para apresentar ao mundo hoje as antigas tradições formadas há mais de 5.000 anos, o Shen Yun tem abraçado o melhor da tecnologia moderna e a usa como um meio de comunicação para expressar a rica variedade da cultura chinesa através das artes clássicas.

Toque moderno

Combinar o moderno com o antigo é algo que o Shen Yun conseguiu fazer com estilo, devido a uma compreensão inata de como os dois podem complementar-se mutuamente, criando uma experiência teatral holística que estimula tanto o visual quanto o espiritual.

Para representar a China antiga, Shen Yun incorpora uma enorme backdrop digital com uma configuração de animação vívida, transformando o palco em um mundo que transporta o público para as antigas terras do Império Médio.

Em vez de ser dominante, a projeção digital no palco trabalha em constante harmonia com os artistas que aprimoram o desempenho a cada apresentação.

Robert Stromberg, desenhista vencedor na produção em “Avatar”, é alguém que sabe uma ou duas coisas sobre efeitos especiais. Ele ficou impressionado depois de ver Shen Yun em Los Angeles, em 2010.

“É absolutamente lindo. Foi inspirador, eu acho que encontrei algumas novas ideias para o próximo ‘Avatar'”, disse ele após o show em uma entrevista ao Epoch Times.

Nosso estímulo começou a se expandir a ponto de já não encontrarmos uma produção suficientemente “maior do que a vida”. Shen Yun preenche esta lacuna, abrindo uma nova maneira de trazer ao público a essência e o encanto duradouro da China clássica.

Chi Cao, bailarino principal do Birmingham Royal Ballet e ator principal do filme “O último dançarino de Mao”, disse que Shen Yun mostra “o maior domínio das artes”.

“Shen Yun inspira o mundo das artes cênicas”, disse ele depois de assistir ao show em Londres, Inglaterra.

Há uma razão pela qual a indústria do cinema, nos últimos anos, tenha começado a se afastar das imagens geradas pelo computador, e voltado a utilizar formas mais tradicionais na “magia do cinema”. Os produtores de filme estão reconhecendo que as pessoas querem mais substância, mais significado.

Talvez o Shen Yun tenha iniciado essa tendência…