Seul investiga dois prováveis ​​​​mísseis de cruzeiro em quinto lançamento norte-coreano este mês

Autoridades norte-coreanas admitiram que Pyongyang deve estar 'melhor preparada para um confronto de longo prazo com o imperialismo dos EUA'

Por Aldgra Fredly 

O regime norte-coreano disparou dois aparentes mísseis de cruzeiro na terça-feira, afirmaram militares da Coreia do Sul, marcando o quinto lançamento de míssil relatado este mês.

O Estado-Maior Conjunto afirmou que os mísseis foram lançados no mar do leste na terça-feira, mas ainda não foi capaz de fornecer detalhes porque o lançamento ainda está sendo examinado.

Lançamentos de mísseis de cruzeiro pela Coreia do Norte não são proibidos pelas sanções da ONU impostas a Pyongyang.

O lançamento do míssil ocorre poucos dias após Pyongyang prometer desenvolver imediatamente “meios físicos mais poderosos” para dominar os “movimentos hostis dos Estados Unidos”, segundo a mídia estatal norte-coreana, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

Em 17 de janeiro, a Coreia do Norte disparou dois “mísseis táticos guiados” de Pyongyang, que o regime se vangloriava de ter atingido precisamente um alvo insular no Mar do Leste da Coreia.

Pyongyang alegou que os dois testes de mísseis realizados no dia 5 e 11 de janeiro eram mísseis “hipersônicos”, o que levou os Estados Unidos a impor sanções a seis norte-coreanos envolvidos na aquisição de bens para os programas de armas da Coreia do Norte, da Rússia e da China.

Os Estados Unidos posteriormente solicitaram ao conselho de segurança da ONU que cinco desses indivíduos fossem submetidos a uma proibição de viagem da ONU e congelamento de ativos, mas representantes da China e da Rússia bloquearam a proposta, alegando que era necessário mais tempo e provas para apoiá-la.

Durante uma reunião do Politburo do Partido dos Trabalhadores na semana passada, as autoridades norte-coreanas “admitiram por unanimidade” que Pyongyang deve estar “melhor preparada para um confronto de longo prazo com o imperialismo dos EUA”, informou a KCNA.

O regime socialista de Kim Jong Un avaliou que “a política hostil dos EUA e a ameaça militar atingiram a linha de perigo que não pode mais ser ignorada”, afirmou o porta-voz da mídia estatal.

Portando, declarou que o comitê do Politburo ordenou uma reconsideração das medidas de construção de confiança, examinando “a retomada de todas as ações que foram temporariamente suspensas”.

A embaixadora dos EUA, Linda Thomas-Greenfield, emitiu uma declaração conjunta no dia 20 de janeiro em nome de oito países – Estados Unidos, Albânia, Brasil, França, Irlanda, Japão, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido – que instou a unificação ao Conselho de  Segurança, na condenação do “comportamento ilegal de Pyongyang”.

Eles requisitaram ao comitê do conselho que apoie as sanções da ONU contra aqueles que ajudem os programas de armas de Pyongyang, alertando que não fazê-lo equivaleria a dar a Pyongyang “um cheque em branco”.

Lee Sang-min, especialista militar do Instituto Coreano de Análises de Defesa, afirmou que as rajadas de mísseis deste mês parecem ter como objetivo aumentar as tensões geopolíticas e pressionar o governo Biden e suas “políticas hostis” às demandas do líder norte-coreano.

“Os mísseis de cruzeiro são mais lentos que os mísseis balísticos e, portanto, são considerados menos ameaçadores, mas atingem alvos com alta precisão, algo que a Coreia do Norte continuaria a desenvolver”, declarou Lee.

A Reuters contribuiu para esta reportagem.

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