Sequestro na Argélia termina com 55 mortos e 800 libertados

32 terroristas morreram tentando explodir o campo de gás Tiguentourine de In Aminas, informou o governo argelino
Lars Christian Bacher, o diretor da holding internacional norueguesa Statoil, numa conferência de imprensa em 16 de janeiro de 2013 em Stavanger, Noruega (Kent Skibstad/AFP/Getty Images)

O ataque ao campo de gás de Tiguentourine da In Aminas no centro-leste da Argélia, na fronteira vizinha com a Líbia, terminou com a morte de 32 terroristas e 23 reféns e a libertação de 685 trabalhadores argelinos e 107 estrangeiros, informou oficialmente o Ministério do Interior do país, segundo a agência de notícias local.

O escritório britânico de Relações Exteriores disse temer que cinco de seus cidadãos estejam mortos ou desaparecidos, informou a BBC.

O grupo fortemente armado era de diversas nacionalidades, mas também incluía três argelinos peritos em explosivos, acrescentou a AP.

“Para evitar um banho de sangue no evento e o perigo extremo da situação, devido à clara intenção de fugir do país com os reféns e explodir as instalações de gás, as forças especiais da ANP lançaram uma operação eficiente e profissional, uma intervenção para neutralizar o grupo terrorista”, disse o governo argelino, segundo a AP.

Os terroristas tinham em sua posse metralhadoras, pistolas, fuzis, morteiros, foguetes, dois lançadores de foguetes e granadas, segundo fontes oficiais.

O assalto ocorreu na quarta-feira e o resgate realizado pelas Forças Especiais da Argélia nas espaçosas instalações do campo de gás começou na quinta-feira e terminou no sábado. Alguns trabalhadores estavam escondidos no interior.

A mídia oficial destacou que a operação do exército argelino impediu a explosão da refinaria. “Evitou-se o pior” e as forças especiais “salvaram a vida de centenas de pessoas”.

Um dos terroristas, Abderrahman Al Najiri, conhecido como Abou Doujana, teria confirmado declarações anteriores de seus companheiros que teriam colocado explosivos ao redor do local, segundo o Il Messaggero.

O primeiro-ministro britânico David Cameron disse ontem à noite que recebeu um telefonema de Argélia quando a crise terminou, sublinhando que “não há justificativa para tomar vidas inocentes desta maneira”.

A usina de gás Tiguentourine é administrada em conjunto pela empresa britânica BP, a Statoil da Noruega e a estatal de petróleo da Argélia.

O governo britânico ofereceu-se para ajudar no resgate, no entanto, as forças argelinas agiram imediatamente e sem ajuda externa. Neste contexto, o secretário das Relações Exteriores, William Hague, respondeu a perguntas da imprensa dizendo que, “Eles são um país soberano que depende deles”, segundo a BBC.

“Acho que temos as forças especiais mais capazes no mundo, mas o que não sabemos é o quão rápido os argelinos precisavam de ajuda ou com que rapidez se precisava agir. Meu palpite é que a velocidade era importante e assim eles fizeram o que fizeram”, disse Patrick Mercer, um conselheiro da segurança nacional britânica.

Segundo a imprensa local, os terroristas estavam fortemente armados e determinados a realizar um massacre, o que teria levado ao inevitável ataque das forças especiais argelinas.

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