Publicado em - Atualizado em 06/12/2017 às 16:46

Senador dos EUA pede evacuação de norte-americanos da Coreia do Sul

EUA têm 28.500 soldados na Coreia do Sul como legado da Guerra da Coreia de 1950/53

Enquanto jornalistas procuram novidades, o senador Lindsey Graham e outros senadores apressam-se em votar emendas, enquanto a liderança republicana trabalha para elaborar seu projeto de lei fiscal no Capitólio em Washington. Será a primeira vez em 31 anos que o Congresso fará revisão do código tributário, o que a torna a maior conquista legislativa do primeiro ano de governo do presidente Donald Trump, na quinta-feira, 30 de novembro de 2017 (J. Scott Applewhite/AP Photo)

Enquanto jornalistas procuram novidades, o senador Lindsey Graham e outros senadores apressam-se em votar emendas, enquanto a liderança republicana trabalha para elaborar seu projeto de lei fiscal no Capitólio em Washington. Será a primeira vez em 31 anos que o Congresso fará revisão do código tributário, o que a torna a maior conquista legislativa do primeiro ano de governo do presidente Donald Trump, na quinta-feira, 30 de novembro de 2017 (J. Scott Applewhite/AP Photo)

O senador republicano Lindsey Graham instou o Pentágono, no domingo, a começar a evacuar soldados norte-americanos, bem como seus cônjuges e filhos, da Coreia do Sul, advertindo que um conflito com a Coreia do Norte está próximo de ocorrer.

“É loucura mandar cônjuges e crianças para a Coreia do Sul devido às provocações da Coreia do Norte”, disse Graham, membro da Comissão dos Serviços Armados do Senado, no programa “Face the Nation” da CBS.

“Então, quero que eles (o Pentágono) parem de enviar seu pessoal e, além disso, acho que agora é a hora de começar a tirar os americanos que estão na Coreia do Sul”, disse o senador. Os Estados Unidos têm 28.500 soldados na Coreia do Sul como legado da Guerra da Coreia de 1950/53.

Senador Lindsey Graham fala com repórteres ao chegar para uma reunião sobre a Reforma Tributária Republicana no Capitólio em Washington, em 9 de novembro de 2017 (Aaron P. Ernstein/Reuters)

Senador Lindsey Graham fala com repórteres ao chegar para uma reunião sobre a Reforma Tributária Republicana no Capitólio em Washington, em 9 de novembro de 2017 (Aaron P. Ernstein/Reuters)

Na semana passada, a Coreia do Norte saiu de dois meses e meio de relativa tranquilidade ao lançar um míssil balístico intercontinental que, segundo analistas, demonstrou a capacidade do isolado país de atacar a costa leste dos Estados Unidos. Esse foi o teste de armas mais poderoso da Coreia do Norte até a data.

Na sexta-feira (1º), a Coreia do Sul mencionou que o novo tipo de míssil balístico intercontinental pode voar mais de 12.880km, colocando Washington dentro de seu alcance.

O senador explicou que o desenrolar dos eventos mostra que um conflito está próximo.

“Estamos nos aproximando de um conflito militar porque a Coreia do Norte está fazendo avanços no desenvolvimento da tecnologia de um ICBM com uma arma nuclear alojada na parte superior, que não só pode alcançar a América, como também distribuir a arma. Estamos ficando sem tempo”, disse o senador à CBS.

Ditador norte-coreano Kim Jon-un observa lançamento de míssil

Ditador norte-coreano Kim Jon-un observa lançamento de míssil

Graham disse que confia na capacidade do governo do presidente Trump de lidar com o crescente conflito com a Coreia do Norte.

“Ele tem a melhor equipe de segurança nacional que qualquer outra pessoa que eu já tenha visto desde que estive em Washington”, afirmou o senador Graham, que está no Congresso desde 1995.

A administração Trump prometeu impedir que a Coreia do Norte atinja os Estados Unidos com um míssil nuclear.

“Rejeitar significa guerra preventiva como último recurso. A prevenção está se tornando mais provável à medida que sua tecnologia amadurece “, disse Graham à CBS. Vejo que estamos ficando sem tempo. Os chineses estão tentando, mas de forma ineficaz. Se houver um teste nuclear subterrâneo, precisamos nos preparar para uma resposta muito séria dos Estados Unidos”.

Trump disse que falou com o presidente chinês Xi Jinping sobre as “provocações” de Pyongyang e prometeu que serão impostas sanções adicionais à Coreia do Norte. A China é o único aliado significativo da Coreia do Norte, mas se sente cada vez mais frustrado com os testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte que representam uma ameaça de guerra e caos à fronteira nordeste do país asiático.

O Presidente dos EUA Donald Trump (dir.) e o presidente chinês Xi Jinping apertam as mãos durante um jantar na fazenda Mar-a-Lago em West Palm Beach, na Flórida, em 6 de abril de 2017 (Jim Watson/AFP/Getty Images)

O Presidente dos EUA Donald Trump (dir.) e o presidente chinês Xi Jinping apertam as mãos durante um jantar na fazenda Mar-a-Lago em West Palm Beach, na Flórida, em 6 de abril de 2017 (Jim Watson/AFP/Getty Images)

O Pentágono enviou perguntas ao comando do Pacífico, mas não estava disponível para comentar.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, H. R. McMaster, declarou à Fox News Sunday que o presidente Donald Trump está disposto a tomar medidas contra a Coreia do Norte, mas também está trabalhando para convencer a China, a Rússia e outras nações a exercerem mais pressão econômica a fim de conter suas ambições nucleares.

“O presidente cuidará disso se necessário, fazendo mais coisas por nós. Mas o que queremos fazer é convencer os outros, porque é do seu interesse fazer mais”, acrescentou McMaster.

A administração de Trump afirmou em várias ocasiões que todas as opções estão sobre a mesa para lidar com os programas de armas nucleares e balísticas da Coreia do Norte, incluindo as militares, mas que ainda prefere uma opção diplomática.

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