Seis mil protestam no Planalto pela saída de Dilma

Aproximadamente seis mil pessoas, segundo cálculo da Polícia Militar do Distrito Federal, realizaram manifestação na noite desta segunda-feira (21) em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A estrutura, porém, foi menor do que nos protestos anteriores e não houve tumultos, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

A ausência de organizadores causou o baixo comparecimento, segundo alguns manifestantes. “Como hoje não houve um chamado mais forte desses organizadores maiores, o público veio em menor número. E também, não dá pra ficar vindo pra rua todo dia”, disse Frederico Goulart, 36, dentista. Manifestantes vindos de fora de Brasília acamparam no estacionamento do Supremo Tribunal Federal na noite do domingo (20), mas isso não foi suficiente para reunir um público maior.

Faixas com as frases “Fora Lula”, “Lula chefe de quadrilha” e “Fora Dilma” foram utilizadas pelos manifestantes para protestar contra o ex-presidente Lula. O protesto começou por volta das 18h em frente ao Palácio do Planalto. Às 20h30 o público já havia aumentado e, após passar também pelo Supremo Tribunal Federal, os manifestantes se deslocaram por último para o gramado do Congresso.

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A convocação para o movimento de ontem foi feita através das redes sociais, com a intenção de agrupar 100 mil pessoas a partir das 17h. O evento, inclusive, foi chamado de “A manifestação dos 100 mil”.

Mesmo tendo havido apoio do Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua ao protesto, esses organizadores não compareceram com suas faixas ou carros de som. Alguns manifestantes usaram rojões para chamar atenção e projetaram a palavra impeachment na lateral do Palácio do Planalto. Cerca de 800 policiais e 150 bombeiros fizeram a segurança do protesto.

Durante a manifestação, a presidente Dilma saiu o Palácio do Planalto e foi para o Palácio da Alvorada, residência oficial, onde jantou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Jaques Wagner (gabinete pessoal) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo).

 
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